Asprom emite nota de repúdio contra determinação de Bolsonaro para comemorar golpe militar

O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus ( Asprom Sindical) emitiu uma nota de repúdio contra a determinação dada pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), para que as Forças Armadas brasileiras comemorem o Golpe Militar ocorrido dia 31 de março de 1964.

Na nota divulgada nas redes sociais, a entidade destaca que “tal determinação fere princípios básicos do Estado Democrático de Direito inscritos na nossa Constituição Federal de 1988. E também constitui crime de responsabilidade.”

No último dia 27, o Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas recomendou às Forças Armadas do Estado para não celebrar a data. O órgão considera ato de improbidade administrativa qualquer manifestação em favor do golpe militar de 1964.

“Diante de tamanho absurdo é que a Justiça brasileira determinou, em tempo, que tais comemorações não aconteçam. Esta categoria profissional se coloca frontalmente contrária à qualquer atitude ou decisão, de qualquer nível de Governo, que venha, de alguma maneira, fazer apologia à Ditaduras ou práticas de torturas, como ocorridas durante o período dos Governos militares no Brasil (1964-1985).”, diz o Asprom na nota.

O Sindicato encerra o texto afirmando que se coloca “ao lado de todos que defendem o Estado Democrático de Direito, garantidor da vida e das liberdades individuais e coletivas.”