Asprom Sindical acusa Seduc de perseguir professores que aderiram a greve

Foto: Leonardo Mota

O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) denunciou a Secretaria de Estadual de Educação (Seduc) de estar perseguindo os professores que participaram da greve realizada neste ano.

Por meio de nota a Asprom Sindical informou que o Governo do Amazonas tem ameaçado vários professores com o desconto de faltas referentes ao período da greve e, até mesmo, com processo por abandono de emprego.

“Temos o caso gravíssimo de perseguição que está sendo feita ao professor Alfredo Albino Leão Júnior, que teve descontos no salário de outubro, teve contracheques zerados nos meses de novembro e dezembro, não recebeu o décimo terceiro e não recebeu o pagamento do abono do Fundeb”, diz treco da nota.

A nota afirma, ainda, que a Seduc quer usar o professor Alfredo como exemplo de punição para amedrontas todos os professores, para evitar futuras greves.

O Radar entrou em contato com o servidor Alfredo Albino, que disse ter ficado surpreso com desconto. “Foi uma surpresa pra mim porque eu achei que iria receber normal e no final do mês quando olhei no meu contracheque, não tinha nada, estava mostrando que iria haver descontos e por isso eu não iria receber nada”, disse o professor Alfredo Albino.

O professor Alfredo disse, ainda, que não recebeu o 13º salário e buscou a Seduc para pedir esclarecimentos a respeito dos desconto, e lá foi informado que o desconto teria sido motivado por abandono de trabalho e falta de frequência.

O Radar entrou em contato com a Seduc para pedir esclarecimento a respeito do desconto salarial, tendo em vista que a greve é um direito constitucional, mas até a publicação dessa matéria não obteve resposta.

Confira a nota na íntegra