Asprom Sindical cobra do Governo do AM estrutura tecnológica para ministrar aulas remotas

Foto: Radar Amazônico

O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) realizou uma carreata pelas ruas da cidade para reivindicar estrutura tecnológica para produzir as aulas on-line que começam nesta quinta-feira (18).  Um grupo de professores se reuniu em frente a Arena Amadeu Teixeira, e de lá seguiu para a sede do Governo na avenida Brasil, Compensa, na zona Oeste de Manaus, para tentar dialogar com o governador do Estado, Wilson Lima.

O coordenador de comunicação do Asprom Sindical, explicou ao Radar, que a categoria não é contra o retorno das aulas remotas, mas que é inviável ministrar as aulas sem uma capacitação tecnológica e sem o aparato necessário.

“Nós somos favoráveis que as aulas aconteçam de forma remota, no entanto ano passado, nós professores tivemos que pagar para trabalhar, usando nossos próprios equipamentos, a nossa própria internet e eletricidade sem nenhum incentivo do Governo do Estado. Fizemos isto  sem preparação sem qualificação e foi desenvolvido um trabalho que nós consideramos que teve uma qualidade muito baixa o que proporcionou infelizmente uma aprendizagem diferente de como nós queríamos que fosse”, disse Lambert Melo.

Ainda de acordo com Lambert, desde o ano passado o Asprom Sindical já havia solicitado que no período de férias fosse realizado uma capacitação para que os professores aprendessem a dominar as plataformas digitais para melhor transmitir o conteúdo para os alunos, no entanto esse pedido não foi aceito e por isso a categoria se direcionou à sede do Governo para protocolar suas reivindicações.

Enquanto os professores fazem uma manifestação para pedir o mínimo de estrutura para trabalhar, o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) já gastou R$ 53 milhões de reais para empresas de ensino à distância, no entanto os relatos são de que o sinal do serviço não chega na maioria das cidades do interior do Estado. Com pelo menos um terço desse valor seria o suficiente para prover a assistência que os professores da rede pública precisam.

Carro som impedido de ser utilizado  pela polícia

O carro de som utilizado pela Asprom Sindical em todas as manifestações desta vez foi impedido por um forte aparato policial. Viaturas da Rocam e Polícia Militar surgiram no local e inclusive bloquearam a entrada no estacionamento da Arena Amadeu Teixeira.

Os policiais militares impediram a utilização do carro som sob a alegação de que a gaiola (trio em cima do carro) não estava regularizada. “Me deixa fazer esse trabalho, eu tô precisando muito desse dinheiro”, disse o proprietário do veículo suplicando aos policiais e mesmo assim não foi permitida a autorização.

“Já temos experiência em fazer manifestações públicas com responsabilidade e de  forma pacífica e esse trio elétrico que a gente já usa desde os anos anteriores é totalmente legalizado sem nenhum problema no Detran, no entanto a polícia que vem aqui hoje com uma determinação superior para impedir a nossa carreata e inventou uma irregularidade no carro de som e consequentemente ameaçou o proprietário do carro de remover o veículo”, disse Lambert Melo.

Sem o carro som, os professores seguiram até a sede do governo para protocolar as reivindicações.