Asprom Sindical e professores da rede estadual cobram descongelamento de salário

A categoria denuncia que os valores não recebem reajuste há dois anos

Foto: Radar Amazônico

Um dia depois da comemoração do ‘dia do professor’, os educadores e pedagogos de Manaus realizaram uma Assembleia Geral Extraordinária para discutir o descongelamento dos salários dos servidores da educação pública estadual, que não recebem reajustes desde 2019. O debate ocorreu na igreja Nossa Senhora do Rosário, localizada no bairro Cidade Nova, zona Norte da capital. A ação teve como objetivo unir o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) e os professores da rede estadual para pressionar os deputados estaduais a promover mudanças na Lei Orçamentária Anual (lei que reserva dinheiro para gastos específicos).

Durante a reunião, um ato público na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) foi anunciado para o próximo dia 25 às 08h.

“Sem pressão presencial, lá nas galerias da Aleam, os Deputados não darão a mínima importância para as nossas Emendas”, afirma o sindicato.

Nesse sentido, as duas categorias denunciaram a falta de reajuste dos salários congelados há dois anos, quando receberam o ‘reajuste da inflação’ pela última vez.

Eles apontam que a situação é um descaso do governo de Wilson Lima.

“Até o momento já são 30 meses de arrocho salarial da categoria, praticado pelo governador do Estado Wilson Lima, o pior govenador para o funcionalismo público estadual”, manifestam em nota pública.

A Asprom também afirmou que, com o apoio dos deputados de oposição ao governo, vai propor as emendas que possibilitarão a garantia de verba para os pagamentos: Data-base de 2020 (março), recomposição da inflação do período (março 2020-fevereiro de 2022) e por fim, de um aumento real de salário para a categoria.

Eles revelam que o índice de recomposição da inflação é de 18,73%. Esse índice é composto: percentual de 4,2% ( período de março de 2019 à fevereiro de 2020 ), 5,1% ( período de março de 2020 à fevereiro de 2021 ) e da estimativa de 8,51% ( período de março de 2021 à fevereiro de 2022 ). Já a de aumento de salários, 1,27%.

“No total estaremos lutando por 20% de modificação nos nossos salários para 2022”, aponta o sindicato.

Por isso, as emendas solicitadas por eles aos deputados serão voltadas para esses dois itens.

Assembleia

E para continuar as articulações sobre o descongelamento dos salários, no mesmo encontro foi aprovada uma nova Assembleia Geral Extraordinária para continuar a organização da luta, para o dia 30 deste mês.