Asprom Sindical realiza ato público na FVS-AM contra o retorno das aulas presenciais sem vacinação (ver vídeo)

Foto: Rafa Braga

Dois dias após a instauração da greve, o Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas de Manaus (Asprom Sindical) realizou mais um ato público contra o retorno das aulas presenciais da rede pública de educação em frente a sede da Fundação de Vigilância em Saúde (Portal FVS/AM), localizada na avenida Torquato Tapajós. A categoria pede a suspensão das aulas presenciais até a aplicação das duas doses da vacina contra a Covid-19. (veja vídeo no final da matéria).

Em entrevistas ao Radar, o coordenador de comunicação da Asprom Sindical, Lambert Melo, explicou que a segunda dose da vacina está prevista somente para o mês de agosto e até lá os profissionais da educação continuam se expondo ao risco de contrair a Covid-19.

“Os cientistas são unânimes em afirmar que a imunização só se completa com a segunda dose da vacina, e mais grave do que isto, os nossos estudantes não foram vacinados então é um absurdo, todos estão no mesmo ambiente sem estarem imunizados e podem se contaminar”, disse Lambert Melo.

Risco de terceira onda

Durante entrevista, Lambert Melo relembrou que no ano de 2020, o Governo do Amazonas permitiu o retorno das aulas presenciais, e logo alguns meses depois o estado sofreu com a segunda onda da Covid-19. Em 2020, as aulas da rede municipal, sob a gestão do então prefeito Artur Neto (PSDB), continuaram suspensas, mas neste ano, o atual prefeito David Almeida (Avante), assim como o governador do estado, ignoraram os alertas de uma nova onda de contaminação e permitiram o retorno das aulas presenciais.

“É inadmissível que tanto o Governo do Estado quanto a Prefeitura de Manaus sejam irresponsáveis porque, mesmo sabendo que os cientistas estão alertando que o retorno das aulas vai desencadear uma terceira onda, eles continuam insistindo na determinação do retorno das aulas presenciais”, Concluiu  Lambert Mello.

As aulas presenciais em Manaus estavam suspensas nesta semana devido a onda de violência na capital, mas nesta quarta-feira (9), as aulas presenciais retornaram.