Asprom Sindical realiza manifestação contra PL que torna a educação serviço essencial mesmo em período de pandemia

Foto: Rafa Braga / professores fazem manifestação em frente da Aleam

O Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas de Manaus (Asprom Sindical) realizou uma manifestação na manhã desta terça-feira (15), em frente à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam ), desta vez contra o Projeto de Lei (PL) da Deputada Therezinha Ruiz (PSDB), de nº 20/2021, que torna a educação um serviço essencial mesmo em período de pandemia. (veja vídeo no final da matéria).

O projeto criado pela deputada, que é presidente da Comissão da Educação na Aleam, deixou a categoria preocupada, pelo fato de ser mais uma forma de obrigar professores irem às escolas mesmo sem concluir as duas doses da vacina contra a Covid-19. O cenário epidemiológico na cidade ainda é algo preocupante, nas últimas 24 horas o Amazonas registrou nove mortes por Covid.

“É vergonhoso que a Aleam através da base aliada do governador Wilson Lima, aprove um Projeto de Lei indecente como esse, que tem como única finalidade amarrar o movimento sindical e impedir que os trabalhadores da educação façam sua luta de resistência contra esse autoritarismo que é a determinação do retorno das aulas presenciais, que neste momento que a pandemia se alastra na nossa cidade”, disse o coordenador de comunicação Lambert Melo.

Quase 40% dos professores aderiram a greve

Foto: Rafa Braga

A reivindicação por condições seguras de trabalho, de forma remota, para evitar contágio da Covid-19, defendida pelo Sindicato de Professores e Pedagogos das Escolas de Manaus (Asprom Sindical) durante a greve, já foi aderida por quase 40% dos trabalhadores. Segundo o coordenador de comunicação do sindicato, Lambert Melo, diversas escolas da rede municipal de ensino têm sido visitadas para terem suas estruturas e condições avaliadas.

A última visita foi realizada nessa segunda-feira (14), no sexto dia útil da greve, em escolas da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e algumas da Secretaria Estadual (Seduc).

De acordo com Lambert, ao todo, 35 escolas já foram visitadas pela Asprom Sindical com o objetivo de debater com os trabalhadores e buscar a adesão para o fortalecimento da greve, que é feita após uma série de pedidos apelos aos poderes públicos para ficarem em casa e só retornarem aos espaços físicos das escolas após a imunização completa.

As escolas: Estadual Maria do Céu Vaz; Estadual Homero de Miranda Leão; Estadual Dulcinéia Varela; Estadual Ernesto Pinho Filho; Estadual Leticio Campos Dantas; Mul Saba Raposo; Cmei Rita Etelvina; Mul Fernado Timóteo; Mul Rosina Neves; Mul Marly Garganta; Mul Antônio Moraes; Mul Raimunda Eneida; Mul Sérgio Bittencourt Para; Cmei Calixto; Estadual Raimunda Holanda; Estadual Elira Pinheiro; Mul Mário de Andrade; Mul Roberto Silva Peixoto foram as visitadas ontem.

“As conversas foram muito proveitosas e promissoras, acreditamos que nesta semana podemos atingir 40% de adesão da categoria em Manaus”, revelou Lambert.

Greve

A greve do sindicato foi instaurada após uma série de atos e denúncias dos professores. A falta do ciclo completo de imunização, envolvendo a aplicação das duas doses da vacina e o período de espera para o efeito, assim como condições estruturais das salas das escolas são as principais reivindicações dos trabalhadores.

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