Asprom Sindical realiza manifestação contra retorno presencial das aulas e descontos salariais dos grevistas (ver vídeo)

Foto: Leonardo Mota

Um grupo de profissionais da Educação realizou um ato público na manhã desta terça-feira (1º), em frente à Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc), localizada na Rua Waldomiro Lustoza, bairro Japiim II, zona sul da capital, contra o retorno das aulas presenciais da Rede Estadual de Ensino em Manaus.

A manifestação iniciou com uma carreata organizada pelo Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas de Manaus (Asprom Sindical), na avenida Rodrigo Otávio e seguiu até a Seduc em protesto contra os descontos salariais dos grevistas.

Uma das participantes, Shirley Abreu, esteve presente na ação, representando os pais de alunos. A socióloga é integrante do Movimento Escola sem Covid-19, grupo feito por pais e profissionais da Educação contra a volta às atividades escolares presenciais.

“Esse movimento surgiu pela preocupação dos pais e dos profissionais da Educação contra esse genocídio que está sendo feito. Nós, temos hoje um abaixo assinado com quase três mil assinaturas de pais, mas, a Seduc, não aceitou receber. A Seduc confunde higienização com sanitização.A gente tem acompanhado nossos alunos nas salas de aula. Não adianta ter álcool em gel na escola, se não tem papel higiênico, sabonete líquido, papel toalha, não contém a higiene básica, que a OMS solicita”, disse Shirley.

Entre as reinvindicações, Shirley explicou que, o desejo dos pais são condições de seguranças nas escolas, para evitar a propagação da Covid-19 no Estado.

“Essa volta às aulas foi precipitada sim. Se não tinha terminado a licitação para fazer os testes nos professores, que adiasse então. Além de fazer nos professores, tem que fazer dos alunos. Esse acompanhamento tem que ser diário. O que fizeram foi genocídio. Ninguém vai aprender nada em dois, três meses de aula. Se a Ufam, Semed, Ifam não voltaram, por que a Seduc voltou? Por que só a Seduc voltou? O que nós pais queremos são condições de segurança para nossos filhos”, finalizou Shirley, socióloga e integrante do Movimento Escola Sem Covid em Manaus.

Sobre a manifestação, a Seduc até o momento não se pronunciou.

(*) Com informações da assessoria