Assembleia Legislativa autoriza Governo do professor Melo a fazer empréstimo de R$ 300 milhões para obras

aleam votação

Nesta quarta-feira (25), o Governo do Estado pediu e a Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) aprovou uma dívida de R$ 300 milhões a ser feita pelo governador professor José Melo junto ao Banco do Brasil em nome do Estado do Amazonas – ou seria melhor dizer em nome do povo do Amazonas que paga impostos? Segundo o Governo, os recursos são “para a execução do Programa de Sustentação dos Investimentos Públicos – PROSIP”.

Trocando em miúdos, isso nada mais é do que a intenção do Governo em continuar gastando milhões com obras que ele diz estar fazendo. “No projeto não tem sequer a lista das obras que serão feitas com esse dinheiro. Que obras são essas? Qual a necessidade dessas obras? Qual o custo de cada uma?”, questionou o deputado Luiz Castro durante o encaminhamento de votação da matéria.

E por falar em votação da matéria, isso aconteceu não sem antes ocorrer o “ritual” que é feito toda vez que há matérias do Governo do professor Melo na pauta: deputado-presidente Josué Neto levanta da cadeira da presidência e senta no seu lugar o vice-presidente da Casa, deputado Belarmino Lins, o Belão. Após isso a votação é sempre tão rápida que, pra não dizer que não se entende nada, dá pra entender pelo menos a expressão “aprovado” – com essa rapidez Belão evita que o governador professor Melo leve mais peia do que já anda levando.

Mas Belão não conseguiu evitar que deputados de oposição deixassem claro a estranheza de que, após denúncias de desvio de dinheiro público exatamente na área de Infraestrutura, a Assembleia aprove mais dinheiro exatamente para este setor.

“O secretário de Fazenda (Afonso Lobo) esteve aqui, mas não explicou nada. Fez defesa do empréstimo sem nenhum dado técnico sobre essas obras”, criticou Luiz Castro. Os deputados Wanderley Dallas e Vicente Lopes seguiram a mesma linha de Castro sobre a falta de informação para a destinação desses R$ 300 milhões para obras. “O governador não dá explicações sobre as denúncias de desvio de dinheiro público no setor de obras e ainda vai endividar o Estado com mais dinheiro para obras? Não seria mais lógico conseguir dinheiro para saúde e educação onde não há sequer remédio e nem merenda escolar?”, questionou Dallas. (Any Margareth)