Assim como no Governo de Amazonino, crianças e idosos com diabetes estão sem insulina

Diabéticos e familiares de pessoas portadoras da doença voltaram a denunciar ao Radar, nesta segunda-feira (4), a falta de insulinas distribuídas pela Central de Medicamentos do Amazonas (Cema), no bairro Praça 14 de Janeiro, zona Sul de Manaus. A falta de insulina já é fato recorrente desde o governo de Amazonino Mendes (PDT) e vem se repetindo no Estado. 

Segundo eles, há dois meses falta insulina do tipo basal Degludeca (Tresiba), de ação lenta no organismo. Neste mês também começou a faltar a insulina do tipo Aspart, que é a de ação mais rápida.

“Está manhã fui buscar os medicamentos para minha filha e fui surpreendido com a infeliz notícia de que as insulinas Aspart e Tresiba não estão disponíveis para os pacientes. Infelizmente a reposição dos remédios seguem sem previsão na Cema”, relatou o autônomo, Josafá Cavalcante Costa, pai da pequena Anna Júlia, portadora de diabetes do tipo 1 (dependente de insulina).

Essas medicações são essenciais para controlar a glicose e evitar complicações mais severas em pacientes com diabetes, que incluem crianças e idosos e a falta dos medicamentos coloca em risco à vida dessas pessoas.

Josafá disse, ainda, que se surpreendeu com a “prioridade” do novo Governo do Amazonas.

“O mais incrível foi que estavam revitalizando a fachada de prédio ao invés de se preocupar em repor as insulinas. Vai vê isso é a prioridade, afinal vivemos em um mundo onde a aparência é sempre o mais importante. Até quando a Saúde será tratada como algo secundária em nosso Estado? Até quando vamos agir de forma corretiva e não preventiva a nós que dependemos desse sistema?”, questionou o autônomo.

Com a falta do medicamento que deve ser fornecido pelo Governo, os familiares devem arcar com os custos pela aquisição dos remédios. Segundo Josafá, a Tresiba custa, em média, R$ 140, a Aspart custa, em média, R$ 70, além das agulhas que custam R$ 120 a caixa.

Procurada pelo Radar para esclarecer o motivo da falta dos medicamentos na Cema e qual a previsão de chegada dos remédios, a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) informou que as medicações têm previsão de entrega para no máximo 10 dias pelo fornecedor.