Assim como o Radar contou, o “mestre mandou” correr com a aprovação da reforma administrativa e “zapt” ela já passou por tudo que foi comissão da Aleam, na mesma tarde

Melo Mesa

“Boca de forno! Forno! Faremos todos? Todos! E se não fizer? Leva bolo! O mestre mandou correr com essa reforma…” Dito e feito. Três comissões da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), as de Constituição e Justiça, Finanças Públicas e de Obras, Patrimônio e Serviços Públicos reuniram na mesma tarde, nesta quarta-feira (04), a partir das 16hs – foi incrível ver certos deputados governistas saírem da Aleam de noite – aprovaram tudo que o “mestre” José Melo mandou sobre a sua Reforma Administrativa e o projeto já vai até pra plenário nesta quinta-feira (05). Desta forma, ninguém levou bolo, e o “mestre” governador pretende parar hoje de apanhar por causa de sua reforma impopular.

Adeus tecnologia

E se não houver alguma “mágica” no caso – difícil acontecer porque o “mestre” diz que só quem faz mágica é ele – a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação sumiu, deixou de existir. Isso ficou decidido ontem na aprovação do projeto de reforma administrativas nas reuniões das comissões. A mágica do “mestre” foi fundir a Secti com a secretaria de planejamento e “tcham” diz que apareceu uma super secretaria.

Sabe mas não cumpre

E o deputado Sabá Reis pediu um aparte – em defesa do Governo -, no momento do discurso do deputado Vicente Lopes, que quase fez o peemedebista pedir uma cadeira pra esperar sentado, porque em pé cansa, né gente, ficar uns 30 minutos postado na tribuna. E lá pelas tantas, sentindo que já tinha gente comentando seu aparte que não acabava mais, comentou: “Sei que me alonguei além do tempo. Conheço o Regimento”. E deu vontade de perguntar: “Se conhece, porque descumpre?”

Será que é igual

E em defesa da fusão de secretarias como a Secti e a Seplan que estava sendo criticada pela oposição, o (quase) futuro líder do Governo, deputado Davi Almeida, comparou este caso com o que aconteceu na Aleam quando comissões deixaram de existir porque foram fundidas com outras. Será que dá pra comparar uma comissão do Legislativo com uma secretaria de Estado? Ou será que não tem nada a ver alhos com bugalhos, nem bife de caçarolinha com rifle de caçar rolinha, nem açúcar da sacarina com sacanagem da Catarina e etc,etc,etc…

Sobrou pro Braga

E o futuro líder, deputado Davi Almeida, para rebater as críticas da oposição de que a reforma administrativa está tramitando muito rapidamente no Legislativo e que não estaria sendo debatida como deveria pelos deputados e pela sociedade, decidiu tacar “peia” em Braga para comprovar que seu “mestre” governador é um homem democrata. Ele destacou o fato do governador José Melo mandar pra Assembleia sua reforma administrativa para ser apreciada – esqueceu de dizer que isso não é favor, é obrigação – e apontou com dedo em riste para os tempos do Governo de Braga, lembrando que foi aprovada uma tal Lei Delegada que dava plenos poderes ao Chefe do Executivo para fazer mudança na administração. E deixou uns e outros de seus colegas ruborizados porque, nesse tempo, já eram deputados e votaram a favor da Lei Delegada. E O Radar pergunta: por que certos homens públicos têm mania de justificar um erro do presente com outro erro do passado? Será que uma coisa justifica a outra? Será que não dava para os homens públicos fazerem uma mudança de valores?

Vamos combinar né?

E o quase futuro líder do Governo, Davi Almeida, e o atual (quase ex) Sidney Leite deveriam ter combinado o discurso, sabe gente! Porque, após o futuro líder (Davi) cantar em verso e prosa o quão democrático é o governador que mandou para o Legislativo as mudanças que pretende fazer no Estado através do projeto de reforma administrativa, o quase ex, mas ainda atual, líder (Sidney) do Governo na Aleam, atravessou no discurso do seu colega de liderança e entregou o “mestre” Melo que vai cortar de 25% a 30% dos recursos de todas as secretarias no que diz respeito aos contratos de prestação de serviços. E sabe como vai fazer isso? Por instrumento nada simpático e democrático: através de Decreto!