Ataque foi ‘agressão bárbara e brutal’, dizem fontes ligadas ao governo sírio

Fontes ligadas ao Ministério das Relações Exteriores da Síria afirmaram neste sábado, 14, que o ataque coordenado pelos países ocidentais se trata de uma “agressão bárbara e brutal” que não afetará a luta do regime para obter controle dos redutos rebeldes do país.

“Essa agressão bárbara não afetará, de forma nenhuma, a determinação do povo sírio e de suas heroicas Forças Armadas”, declarou um porta-voz do ministério à agência de notícias estatal SANA. “Essa agressão irá apenas aumentar as tensões em todo o mundo”, disse.

Na noite dessa sexta-feira, 13, os Estados Unidos, o Reino Unido e a França lançaram um ataque militar contra um centro de pesquisa em Damasco e dois depósitos em Homs, no oeste do país. Segundo Washington, as instalações eram locais de fabricação e armazenamento de armas químicas usadas pelo governo sírio contra rebeldes. Damasco nega envolvimento e questiona até a existência do ataque.

Durante transmissão na televisão estatal, o representante das Forças Armadas da Síria, o general de brigada Ali Mayhoub, confirmou que cerca de 100 mísseis ocidentais foram disparados contra três instalações do governo. Segundo ele, um centro de pesquisa em Damasco foi atingido. Na cidade de Homs, no oeste do país, um dos mísseis foi desviado, ferindo três pessoas.

O general reafirmou que os ataques “não irão deter” o exército sírio de erradicar “terroristas armados” do país.

Até o momento, o governo de Bashar Al-Assad não se pronunciou oficialmente. Nas redes sociais, o perfil oficial do regime publicou um vídeo curto do presidente sírio chegando à sede do governo. “Manhã de resilência”, escreveu a Presidência síria.

Fonte: Estadão