Ativistas protestam contra aumento do ‘Cotão’ dos vereadores de Manaus

Foto: André Meirelles/Radar Amazônico

Manifestantes e ativistas se reuniram em um trecho da Avenida Djalma Batista, no bairro Chapada, zona Centro-Sul de Manaus, nessa quinta-feira (27), para protestar contra parlamentares que votaram a favor do aumento de 83% da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) dos vereadores de Manaus, popularmente conhecido “Cotão”. Um cartaz, com o nome de cada parlamentar que votou a favor do reajuste, foi exposto em um muro da via como forma de protesto aos políticos envolvidos.

Segundo Izamar Barbosa, idealizador do ‘Minha Manaus’, o cartaz exposto no local é pela revolta dos ativistas em relação aos parlamentares em não se manifestar sobre o motivo do aumento do “cotão”.

“A gente entende que quem sai perdendo, com esse aumento e a falta de posicionamento dos parlamentares, é o povo manauara. A gente quer que a decisão seja barrada e estamos em uma luta, visando que essa medida possa ser cancelada o mais rápido possível”, disse.

O ‘Minha Manaus’ é um projeto criado em junho de 2021, que faz parte da Organização Não Governamental (ONG) ‘Nossas’.

 

 

 

 

 

 

Votação

O reajuste do “cotão” foi aprovado em votação-relâmpago no final de 2021 na CMM. Com a alteração, o pagamento da cota pula de R$ 18 mil para R$ 33 mil.

De acordo com o projeto do “cotão”, R$ 33 mil serão destinados para cobrir os gastos mensais de cada parlamentar com combustível, aluguel de veículos, internet e novos assessores. Cada vereador pode ter até 45 assessores. Além disso, está previsto um reajuste de 10% nos salários dos servidores da CMM.

Um levantamento feito pelo Radar Amazônico aponta que o “cotão” vai custar mais de R$ 1,3 milhão aos cofres públicos. Em um ano, esse valor pode custar até R$ 16,2 milhões.