Auditoria do SUS realiza inspeção em 11 unidades de saúde do Amazonas

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Foto: Reprodução

O Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) realizou, entre terça (19) e quinta-feira (21), inspeções em 11 unidades de saúde do Amazonas que estão atuando no combate e enfrentamento a pandemia de coronavírus no Estado. A fiscalização ocorreu em atendimento a uma recomendação conjunta expedida pelo Ministério Público Federal (MPF-AM), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM). (Veja documento no final da matéria)

Também participaram das inspeções o Conselho Regional de Medicina, o Conselho Regional de Enfermagem, o Conselho Regional de Farmácia e a Vigilância Sanitária do Município de Manaus (Visa).

Atuaram nas inspeções mais de trinta agentes públicos, os quais visitaram as seguintes unidades: Hospital Nilton Lins, Hospital Delphina Aziz, SPA São Raimundo, SPA Zona Sul, SPA José Lins, SPA Alvorada, HPS 28 de agosto, HPS João Lúcio, HPS Platão Araújo, Central Samu e Central de Medicamentos dos Amazonas (Cema).

Além das unidades mencionadas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Visa, em apoio ao Denasus, efetuaram a contagem de leitos e respiradores de outras unidades de Saúde públicas e privadas de Manaus.

Vale destacar que em abril, o MP-AM já havia realizado inspeção no hospital de campanha Nilton Lins, onde constatou a falta de remédios, de equipamentos de proteção individual (EPIs) aos profissionais de saúde, além de equipamentos para estruturação integral das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) no local que estava recém-inaugurado.

Na ocasião, o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (Cremam) também esteve presente nessa inspeção e elaborou um relatório onde afirma que os respiradores comprados pelo Governo de uma loja de vinhos por R$ 2,9 milhões não são indicados nem mesmo pelo fabricante – a empresa Resmed – para o uso em UTIs.

Relatório

Após a conclusão das inspeções nas 11 unidades de saúde, serão elaborados relatórios sobre a regularidade dos fluxos de atendimento, dos contratos celebrados pelo poder público e da destinação dos valores públicos e insumos para o combate à pandemia de covid-19.

Recomendação Conjunta

(*) Com informações do MPF-AM