Azuarte leva ao palco do Teatro Amazonas a peça infanto-juvenil ‘A Cigarra Anarquista’

A CIGARRA ANARQUISTA iretor Daniel Mazzaro com a atriz Erismar Fernandes

Manaus ganha fôlego de novos espetáculos na temporada. A Companhia Teatral Azuarte lança sua nova montagem: ‘A Cigarra Anarquista’. No texto de Socorro Langbeck, conhecida no meio artístico do Amazonas como Beckinha, foi utilizada, como ponto de partida, a famosa fábula de La Fontaine. O diferencial é a moral alternativa buscada pela autora em nível de discurso político, totalmente direcionado ao público infanto-juvenil. A estreia acontece neste sábado (17), às 20h, no palco do Teatro Amazonas, com acesso gratuito.
Mudar o sistema é a missão da Cigarra na trama. Explicou o ator e diretor do Grupo Azuarte, Adaílson Veiga. “Ela quer mudar o sistema, acreditando que todos têm o direito de viver da forma que bem entender; que o mundo é de todos e nada é de ninguém; a natureza é de todos. Com essa dose socialista, a personagem sabe dos seus direitos e vai brigar para libertar o formigueiro das mãos do Formigão, vilão que interpreto”, ressaltou Adaílson.
Para o diretor da peça, Daniel Mazzaro, coincidentemente, as manifestações de rua que acontecem há mais de um mês no Brasil revelam a atualidade do texto de Beckinha. “Gosto da forma que se desenvolve a carpintaria do texto. É interessante como ela escreve, de forma despojada e politizada, não tratando a criança como boba e ingênua. Percebemos no Brasil que as pessoas estão tentando se politizar, indo para as ruas questionar os governos. As crianças não estão alheias a esses acontecimentos”, disse Daniel.
Anarquista
Culturalmente, a ideia de que o profissional da arte é menos valorizado em relação a outras profissões é totalmente banida na dramaturgia. O espetáculo traz, ainda, outras temáticas relevantes, como exploração e direito do trabalho, democracia e liberdade, trabalho em equipe, a importância de sonhar e projetar metas e objetivos.
Na trama, a Cigarra é cantora, mas representa todos os segmentos culturais. Ele é operária em um formigueiro amazônico, que vive em regime escravo sob o comando de Mister Formigão, personagem que representa a falcatrua na política, as mazelas da sociedade, a desvalorização das classes menos favorecidas e o mau-caratismo. Entretanto, a maioria das formigas é omissa e trabalhadora, apesar do descontentamento com o patrão. A Cigarra Anarquista pretenderá libertar todas suas amigas formigas do sistema de opressão, com música, magia e confronto.
Ainda na ficha técnica, o maestro Paulo Marinho assina a trilha sonora do espetáculo.  A Sonoplastia e fotografias são de responsabilidade de Ramoniel Gomes. O elenco é formado por Jeólia Gimmanny (Cigarra), Erismar Fernandes (Formiga) e Adaílson Veiga (Mister Formigão).
‘A Cigarra Anarquista’ tem o patrocínio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de estado da Cultura (SEC) com o programa de apoio à cultura Proarte, e, também, da Prefeitura de Manaus, por meio da Manauscult, com o edital Prêmio Ar Cênico de Teatro. Os apoios culturais ficaram a encargo da V. V. Refeições Ltda. E da Transfé Transporte e Turismo Ltda.