Balsas usadas por garimpeiros atracam no Rio Madeira e assustam moradores no interior do AM

As balsas chegaram na região do Rio Madeira, entre os municípios de Autazes e Nova Olinda No Norte, nessa terça-feira (23)

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Foto: Silas Laurentino

Balsas usadas por garimpeiros atracaram na região do Rio Madeira, nas proximidades da comunidade Rosarinho, entre os municípios de Autazes e Nova Olinda do Norte, no interior do Amazonas. O grupo está na procura de ouro há pelo menos duas semanas.

A invasão das balsas foi registrada pelo fotógrafo Silas Laurentino e teve uma grande repercussão, principalmente nas redes sociais. Vale ressaltar que as dragas chegaram na região nessa terça-feira (23).

Os equipamentos formam uma vila flutuante em frente à comunidade, além disso, a chegada das balsas assustou os moradores da região.

Em nota, o prefeito de Autazes, Andreson Cavalcante (PSC), afirma que acionou o Governo do Amazonas, por meio do Instituto de Proteção Ambiental do Estado (Ipaam), para impedir a invasão e demais males na região.

“Não podemos permitir que essa atividade que é ilegal coloque em risco a vida dos moradores do Rosarinho e, consequentemente, de toda a região. Os ribeirinhos e comunitários solicitaram que a prefeitura os ajudassem a preservar o rio, os peixes e o seu trabalho.”, disse.

Retrospecto 

Historicamente, o Rio Madeira sempre foi alvo do garimpo ilegal na busca pelo ouro. Questionado sobre a chegada das dragas, o Ipaam informou que teve conhecimento do caso e será feito um diagnóstico apurando a real situação no local.

“O Ipaam informa, também, que atividades de exploração mineral naquela região não estão licenciadas, portanto, se existindo de fato, são irregulares. Vale ressaltar que há competência de órgãos federais na referida situação, considerando a Lei Federal Complementar 140/201, que trata sobre as ações administrativas decorrentes do exercício da competência comum relativas à proteção das paisagens naturais notáveis, à proteção do meio ambiente, ao combate à poluição em qualquer de suas formas e à preservação das florestas”, reitera.

Além disso, o Ipaam destacou quais crimes podem ser encontrados com a chegada das balsas.

“O Instituto também destaca que, em atividades como a citada, pode haver outras possíveis ilegalidades que devem ser investigadas, tais como: mão de obra escrava; tráfico; contrabando; problemas com a Capitania dos Portos. E, ainda, de ordem econômica, social e fiscal, o que requer o envolvimento de diversas forças para um enfrentamento efetivo do problema”, explica.

Fiscalização

O Radar Amazônico entrou em contato com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para cobrar providências com relação às balsas que atracaram na região do Rio Madeira.

Em nota, o Ibama disse que também teve conhecimento do caso e que houve uma reunião nessa terça-feira com o Ipaam para alinhar as informações, a fim de tomar as providências e coordenar uma fiscalização de garimpo na região.

No entanto, o Ibama não divulgou quando a fiscalização no Rio Madeira vai começar e muito menos como será realizada.