Barcelos é o primeiro município do AM a retomar as aulas presenciais; MPAM diz estar acompanhando

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Barcelos (a 399 km da capital) foi a primeira cidade do interior do Amazonas a retomar as atividades escolares presenciais, nessa segunda-feira (14). O Ministério Público do Estado (MPE-AM) anunciou em seu site que acompanhou o processo da volta dos estudantes a Escola Municipal Francisco Javier Valdivia Estefanero.

A promotora de de Justiça Karla Cristina da Silva Souza, segundo o MP, está fiscalizando a implementação das medidas de prevenção do ‘Plano de Ação de Retorno às Aulas Presenciais Pós-Pandemia e do Protocolo de Segurança das Escolas Municipais’ proposto pela Prefeitura de Barcelos.

O plano de segurança de volta às aulas presenciais prevê medidas como a testagem de Covid-19 para todos os servidores da educação, a instalação de lavatórios em áreas externas das escolas, a verificação de temperatura corporal e o uso obrigatório de máscaras nas escolas. Os professores já passaram por testes de covid-19, antes do retorno.

“Eu fiz visita nas escolas pra acompanhar as medidas preventivas e protocolos sanitários adotados. Os materiais utilizados estão sendo adaptados, as salas de aula foram demarcadas, a capacidade foi reduzida e foi mantido ensino híbrido para as crianças que precisam cumprir a carga horária, mas não retornaram presencialmente”, relatou a Promotora de Justiça, que também inspecionou as escolas da zona rural no último sábado(12).

Os professores e técnicos de Educação, num primeiro momento, se mostraram resistentes ao regresso, mas, ao conhecerem detalhadamente as condições do retorno e os protocolos de segurança, aceitaram bem as medidas e abraçaram a ideia de voltar às aulas presenciais, ainda que de maneira gradual e com um termo de autorização para o retorno às aulas em meio à pandemia devidamente assinado pelos pais ou responsáveis pelos estudantes.

“Agora estamos tentando buscar maior adesão dos pais, tranquilizando-os e informando-os que as adaptações foram feitas e que é seguro enviar os alunos”, comentou Karla Cristina.

(*) Informações do Ministério Público do Amazonas (MPAM)