Base aliada do Governo rejeita convocação de vice-governador para prestar esclarecimentos à Aleam

Com 14 votos contrários, os deputados da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) rejeitaram, nesta quinta-feira (4), o requerimento apresentado pelo deputado Wilker Barreto (Podemos) para convocar o vice-governador do Estado, Carlos Almeida (PTB), para explicar sobre as declarações feitas na carta de exoneração do cargo de chefe da Casa Civil, no dia 18 de maio.

Wilker Barreto e os deputados Serafim Corrêa (PSB), Dermilson Chagas (Podemos) e Josué Neto (PRTB) foram os únicos favoráveis à convocação do vice-governador.

Já os votos contrários foram dos deputados Álvaro Campêlo (PP), Alessandra Campêlo (MDB), Augusto Ferraz (DEM), Cabo Maciel (PL), Carlinhos Bessa (PV), Belarmino Lins (PP), Adjuto Afonso (PDT), Felipe Souza (Patriota), Dr. Gomes (PSC), João Luiz (Republicanos), Joana Darc (PL), Mayara Pinheiro (PP) Roberto Cidade (PV) e Therezinha Ruiz (PSDB).

Antes do resultado da votação, o deputado Wilker Barreto defendeu que a população precisa saber o que Carlos Almeida quis dizer, exatamente, quando relatou na carta, entre outras coisas, a existência de “personagens perigosos” na atual gestão.

“O Amazonas ficou estarrecido com as colocações de uma carta pensada… Não foi discurso emocionado, foi uma carta aberta da segunda pessoa mais importante do governo do Estado… A não convocação do vice governador para esclarecimento nesta casa pode murar numa chancela de cumplicidade, para os problemas que podem vir. É uma carta não somente ao governador, mas ao povo”, defendeu Wilker.

Na sequência, a líder do governo, deputada Joana Darc (PL), além de dizer que o requerimento não estava em conformidade com o Regimento Interno, porque convoca o vice-governador para esclarecimentos sobre uma carta e não sobre problemas na administração pública, também alegou que o objetivo do requerimento é criar um “fato político”.

“Estamos no meio da pandemia e o requerimento convoca o vice-governador para um fato político que se quer criar em torno disso. A carta explica o que se quis dizer, as pessoas interpretam do jeito que quiserem. O vice continua trabalhando, alinhado com o governador Wilson Lima. O que eu vejo é que o que se quer fazer é expor o governo e transformar isso num fato político. Os fatos políticos podem ficar para depois da pandemia”.

O deputado Wilker, por sua vez, disse que o “fato político” foi criado pelo próprio Carlos Almeida quando decidiu escrever uma carta aberta ao realizar o pedido de exoneração, o que não seria necessário.