Basquete da Olimpíada terá jogadores da NBA nos EUA e nas outras seleções

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O fato de os jogos de basquete da Olimpíada serem disputados em Saitama, 30 quilômetros distante de Tóquio, tem um certo simbolismo: o torneio realmente parece pertencer a um mundo à parte dos Jogos, tamanha a quantidade de estrelas que estarão em quadra a partir deste sábado (horário de Brasília). E não apenas por causa dos astros da seleção dos Estados Unidos, até porque alguns dos principais jogadores do país nem estão em Tóquio, casos de LeBron James e Stephen Curry. A lista de craques de outras seleções de atuam na liga americana é tão qualificada que não são poucos aqueles que acreditam que, após três ouros consecutivos, o reinado dos EUA pode estar ameaçado.

Neste momento, o aspecto físico é o que mais preocupa a seleção dos EUA. Os atletas da NBA jogaram praticamente duas temporadas consecutivas por causa das mudanças no calendário impostas pela pandemia. Três jogadores que disputaram as finais (os campeões pelo Milwaukee Bucks Khris Middleton e Jrue Holiday e o vice pelo Phoenix Suns Devin Booker) só se juntarão ao grupo neste sábado, véspera da estreia contra a França.

A preparação dos Estados Unidos para os Jogos não foi como o planejado. O time perdeu amistosos para Austrália e Nigéria. Os nigerianos são um das seleções com o maior número de jogadores da NBA em Tóquio. São oito dos 12 convocados para a Olimpíada.

Kevin Durant, remanescente do time campeão na Rio-2016, e principal líder do grupo, espera que essas derrotas inesperadas sirvam de inspiração. “Acho que vamos nos sair bem quando começarmos a jogar partidas de verdade. Foi uma boa coisa levar um soco na boca cedo para nos lembrar que isso não será uma caminhada fácil”, disse o jogador do Brooklyn Nets.

O fortíssimo time da Argentina é um dos candidatos a surpreender. Ex-pivô do Houston Rockets e do Indiana Pacers, Luis Scola, aos 41 anos, prepara a sua despedida da seleção como único sobrevivente da Geração de Ouro, campeã dos Jogos de Atenas-2004. A equipe foi vice-campeã na última Copa do Mundo na China, em 2019, e tem em Scola não apenas o seu capitão, mas também o ponto de desequilíbrio técnico. Outros nomes de destaque da equipe são Facundo Campazzo (Denver Nuggets), Gabriel Deck (Thunders) e Luca Vildoza (New York Knicks).

Impossível também não citar a Eslovênia, carregada pelo fenômeno Luka Doncic, do Dallas Mavericks. Com apenas 22 anos, o ala vem acumulando recordes na carreira.

A Espanha e sua grande geração liderada pelos irmãos Pau e Marc Gasol (Los Angeles Lakers) também chega forte. Assim como a França de Rudy Gobert, do Utah Jazz. Menção especial também para Rui Hachimura, ala-pivô do Washington Wizards e do Japão, que inclusive foi porta-bandeira do seu país. A ausência fica por conta do campeão na NBA Giannis Antetokounmpo, já que a Grécia não se classificou. Também ficaram de fora grandes seleções como Sérvia e Lituânia.

Pela primeira vez desde os Jogos de 1976, em Montreal (Canadá), Brasil terá fora da Olimpíada tanto no masculino como no feminino.