Bebês recém-nascidos estariam morrendo no hospital do município de Santa Isabel (ver vídeo)

Santa Isabel pai e criança capa

Cidadãos do município de Santa Isabel do Rio Negro – a 620 quilômetros de Manaus – denunciaram ao Radar que bebês recém-nascidos estariam morrendo por deficiências no atendimento médico do hospital da cidade que é de responsabilidade do Governo do Estado – não seria melhor dizer irresponsabilidade? Segundo os moradores da cidade, apenas nesse início de ano, cinco bebês já teriam morrido por falta da assistência adequada.

O pai de uma dessas crianças, Rogério Melgueiro da Gama (35), decidiu falar sobre a morte de seu filho. Ele relata que sua esposa Alciene Menezes de Carvalho (36), grávida de sete meses, sofreu uma queda, no dia 28 de abril, e foi levada ao posto de saúde localizado no Bairro São Judas Tadeu, com fortes dores no abdômen. Depois de alguns exames, o médico plantonista encaminhou a paciente para o Hospital Irmã Edwiges Maria Sikorska, de Santa Isabel do Rio Negro (620 quilômetros de Manaus).

Já no hospital, conta Rogério, sua esposa  teria sido atendida por um médico pediatra, que ele disse se chamar Dr Sobrera, Alciene teria sido medicada e internada para outros exames. Segundo Rogério, o médico que à tendeu disse que o caso de sua esposa não era grave e que o bebê nasceria daqui há três semanas, mas não foi que aconteceu. “No outro dia, a criança nasceu e ele deixou ela lá, não deu assistência em nada só deixou lá e pronto, e quem prestou atendimento foi a parteira e os estagiários”, desabafou Rogério.

O pai da criança acusa o hospital  de Santa Isabel do Rio Negro de  negligência. Ele afirma que a incubadora que estava no local não funcionou, o que deve ter contribuído para à morte do seu filho. “Ele nasceu perfeitinho, mais faltou incubadora pra ele sobreviver. Tinha um equipamento lá, mais ninguém sabia mexer. Até oxigênio esqueceram de dar pro bebê, só deram oxigênio pro meu filho depois de algumas horas, mais ai já era tarde. Meu filho ficou todo roxo pelo corpo de tanto amassarem ele, eu ainda pedi o encaminhamento para Manaus mas ele (o médico) disse que era somente para casos de emergência. Quer dizer que meu filho não era importante. E mais, no hospital só havia estagiários atendendo as pessoas. Não podem fazer isso com a gente”, disse indignado o pai da criança.