Bebês sendo atendidos no chão e crianças sendo mandadas embora sem atendimento no Hospital da Criança da Zona Sul (ver vídeo)

Sem dinheiro pra transporte, pai andou com seu filho de 2 anos por mais de três horas, mas foi mandado embora sem atendimento

O Radar foi atrás de apurar denúncia feita através de fotos de bebês doentes sendo atendidos no chão do Hospital da Criança da Zona Sul, na Cachoeirinha, e constatou que a situação é caótica naquela unidade de saúde. A reportagem do Radar foi barrada na porta pela segurança e proibida de entrar no hospital, mas pais de crianças confirmaram que os bebês realmente estão no chão daquela unidade e que muitos pais estão sendo mandados embrora, sem que as crianças sejam atendidas.

Um pai identificado como Raul D´Almeida procurou a unidade hospitalar, depois de andar mais de 3 horas – saindo da sua casa no Educandos até o local – porque estava sem dinheiro pro transporte. Ele foi em busca de atendimento para o filho de apenas 2 anos, após o menino se machucar brincando com o irmão e acabar com uma possível fratura na região do peito. O inchaço da criança no peito é visível, inclusive a olho nu.

No local, após “5 segundos”, de acordo com ele, a pediatra da unidade sequer olhou a criança e mandou o pai do menino embora sem atendimento, encaminhando-o para o Hospital Infantil Dr. Fajardo, no Centro. O caso aconteceu nesta segunda-feira (6).

Compadecida com a situação do homem que estava sem transporte, a reportagem do Radar o pai e o menino até o Dr. Farjado. Ao chegar na nova unidade, novamente ele teve o atendimento negado, ouvindo que lá eles atendem apenas casos agendados.

“Cheguei aqui para pegar um atendimento, a pediatra olhou para a cara dele e falou que não ia se resolver o atendimento para ele. Ele está com o peito inchado, ele não consegue respirar, nem dormir e nem comer, pois ele fica com muita falta de ar”, disse o pai.

Outros problemas na unidade

Quando o Radar Amazônico chegou ao Hospital da Criança da Zona Sul, na Cachoeirinha, para apurar a denúncia de bebês sendo atendidos no chão da unidade hospitalar, procurou falar com a diretora do hospital para questioná-la sobre o problema,. A resposta foi que a diretora- que não teve seu nome revelado – estava “em horário de almoço”, segundo um funcionário da unidade de saúde.

Em cerca de 15 minutos no local, o Radar Amazônico ouviu duas mães reclamando que os filhos estavam com mais de 38ºC de febre e ainda assim tiveram atendimento negado na unidade hospitalar, com servidores do hospital se negando a atender as crianças, mas sem dar maiores justificativas.