Boi Caprichoso comemora um ano de referência do Centro de Documentação e Memória no AM

O centro de documentação do Boi Caprichoso é um projeto aprovado pela Lei Aldir Blanc, por meio do Prêmio Feliciano Lana

boi caprichoso documentação

Foto: Divulgação/Boi Caprichoso

“A gente conseguiu fazer muita coisa em um ano,”, definiu o idealizador do Centro de Documentação e Memória (Cedem), Diego Omar da Silveira, durante a celebração de um ano da instituição promovida no complexo Zeca Xibelão, com a participação de membros do Conselho de Arte, realizado nessa quinta-feira (5).

O projeto aprovado pela Lei Aldir Blanc, Prêmio Feliciano Lana, permitiu ao Boi Caprichoso, primeiramente, a montagem de espaço no prédio da Escola de Artes Irmão Miguel de Pascale.

Com a estrutura física, o Cedem começou a receber e catalogar documentos que contam a história do Boi Caprichoso. Em seguida, foram feitas mais de 100 entrevistas pelo Programa de História Oral, participação no Projeto Memórias Populares da Pandemia, da Dhesca Brasil, lançamento do Livro da Toada, lives, debates sobre a história do boi-bumbá de Parintins, Concepção da Mostra Sons de Parintins na Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Espaço Memorial Caprichoso.

Diego Omar da Silveira afirma que o Cedem é uma referência de preservação de memória no interior do Amazonas.

“Parintins tem o complexo dos bois-bumbás reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional. Cobrimos um espaço vazio com a ausência de políticas públicas e damos passos importantes. Montamos o espaço, fizemos coleta de documentos, catalogação e digitalização. Vamos avançar agora para a fase de disponibilização”, assegura.

No Boi Caprichoso, o Cedem se estabelece para ser algo duradouro que atravessará gestões.

“Dará muitos frutos no futuro. Fora do boi, a gente dialoga com a sociedade com lives tanto para os especialistas quanto aos torcedores para chamar a atenção sobre a importância de preservar, efetivamente, os elementos materiais do patrimônio, tudo aquilo que o boi produz. Precisamos cuidar e trabalhar essa memória para que as novas gerações acessem isso. Nos preocupamos com a linguagem disso. Investimos em editais em 2022 para fazer material aos jovens, às crianças, que se interessem pela temática do boi-bumbá”, enfatiza o idealizador.

(*) Com informações da Assessoria