“Bolas nas costas” virou “drible” desconcertante com o governador nas redes redes sociais passando de totalmente por fora do “jogo”

Assim que o governo professor José Melo ficou sabendo que PEC da ZFM tinha entrado em pauta na Câmara Federal nesta terça-feira (27) agiu que nem zagueiro que leva bola nas costas. Pra não ficar com aquele jeito perdidão, de zagueiro procurando onde está a bola, o governador correu para as redes e sociais e passou a seguinte mensagem, devidamente acompanhada de uma foto sua ao telefone: “Acabo de receber um telefonema do deputado Henrique Eduardo Alves, informando que vai por em votação, hoje ainda a PEC de prorrogação da ZFM por mais 50 anos. O deputado está antecipando a votação, que seria amanhã, porque há riscos de outros projetos travarem a pauta na Câmara nesta quarta-feira. Tudo indica que seja aprovada a nossa PEC. Me programei para viajar hoje a noite a Brasília e acompanhar o processo, mas diante dessa notícia vamos acompanhar daqui mesmo. Estou ligando para lideranças do nosso partido, o PROS, e reafirmando com todos o compromisso que temos com o Polo Industrial de Manaus. Também estou falando com os deputados da nossa bancada do Amazonas. Estou confiante, otimista”.

E mais uma vez o governador agiu como zagueiro que leva “bola nas costas” porque avança demais sem guardar os flancos e a retaguarda. Podia ter dado uma recuada pra ver se ia ter votação mesmo, e até tripudiar em cima do adversário (Braga) quando a “bola nas costas” fosse jogada perdida, mas avançou de novo e diante da possibilidade de Braga ser o único “atacante” em Brasília e fazer “gol” sozinho, correu pra área e levou o que poderia analogamente chamar de “drible” desconcertante, já que ficou parecendo meio perdidão na área, ao dizer: “tudo indica que seja aprovada a nossa PEC”, desfecho que não aconteceu. E contar que ligou para as lideranças do seu partido o PROS, “reafirmando com todos o compromisso que temos com o Pólo Industrial”, mas pelo que parece as lideranças do PROS também estão mais preocupadas com o jogo a favor de seus próprios Estados. Pelo jeito é melhor o governador imitar a jogada daquele a quem chamou, no dia de sua posse, de “seu pai político”, o ex-governador Amazonino Mendes, que jogava no campo do adversário, partia pra Brasília e só saia de lá comemorando vitória – às vezes vitórias nem tão grandes quanto fazia parecer. Porque de longe vai continuar levando “bola nas costas” e dribles desconcertantes. (Any Margareth)

Melo-face