Bolsonaro conseguiu sua guerra civil!

Esse é um daqueles casos que acontecem comigo, em que o título de um texto já existe bem antes que a matéria seja escrita. Esse título ganhou vida própria desde o começo da pandemia quando, vira e mexe, surgia na minha cabeça, a imagem do então deputado federal Messias Bolsonaro, em entrevista ao programa Câmera Aberta, da emissora Band, em 1999, pregando abertamente o assassinato de pelo menos 30 mil pessoas durante uma guerra civil defendida por ele.

“O voto não vai mudar nada no Brasil. Só vai mudar infelizmente quando partirmos para uma guerra civil, fazendo um trabalho que o regime militar não fez. Matando uns 30 mil, começando com FHC, não vamos deixar ele pra fora, não”, disse Bolsonaro.

E essas declarações de Bolsonaro sobre assassinatos durante uma guerra civil sempre vinham na lembrança cada vez que ele aparecia nas redes sociais ou em entrevistas aos veículos de comunicação protestando contra o isolamento social e incentivando os cidadãos a descumprirem as normas determinadas pelas autoridades de saúde, indo às ruas, colocando-se em risco ou pondo em risco a vida de outras pessoas.

Era uma reação instantânea! Ver e ouvir Messias Bolsonaro fazendo essas suas pregações dos infernos e surgir um pensamento na mente: Bolsonaro conseguiu sua guerra civil! Ele vai conseguir que morram mais de 30 mil! A Covid-19 já matou mais de 41 mil cidadãos brasileiros.

Mas Bolsonaro parece ainda não estar satisfeito! Ele agora prega a invasão de hospitais onde cidadãos lutam pela vida e outros tantos, os profissionais de saúde, arriscam suas vidas pra salvar as dos semelhantes. O Messias espalha ódio e perseguição pelo País. Um grupo de seus apoiadores soltam rojões contra o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) e fazem ameaças.

O grupo pró-Bolsonaro desrespeita todos os princípios democráticos do país, como se rasgasse a Constituição Federal e ainda se abriga, em manifestação pró-Bolsonaro, bem em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, sem ser repreendido em momento algum pelo célebre mantenedor da ordem constituída, o Exército Brasileiro.

Bolsonaro segue com sua “guerra civil” particular sem ser contido por ninguém, enquanto o número de mortos continua a crescer no país.