Bolsonaro continua matando sem freio e sem Justiça

blank

Foto: Getty Images

Desde os tempos de campanha presidencial, em que já falava de armar a população, de preferência gente demente e manipulável, que vê antinacionalistas e comunistas por todos os lados, o presidente Messias Bolsonaro já pensava em se livrar daqueles a quem ele considera indesejáveis, essa gente que ama uma tal de Democracia, além de pretos, índios e, principalmente, pobres que dão gastos para o país. Mas Bolsonaro conseguiu um aliado mais mortal que seus seguidores pra atingir seus intentos, o coronavírus, e uma arma mais letal do que qualquer outra, a pregação contra as normas de prevenção para evitar ser contaminado pelo vírus, como o uso da máscara, por exemplo.

Desde o começo da pandemia, o presidente Messias não faz outra coisa senão pregar aos quatro cantos que a Covid-19 não passa de um mero resfriado, faz uns contaminarem outros, faz muita gente desrespeitar as normas de segurança, provocar aglomerações, desrespeitar decretos estaduais. Afinal, se o “comandante” do País está falando que a Covid-19 tem pouca importância, como acreditar no contrário, pensaram os incautos.

Por outro lado, só fez atrapalhar os esforços para combater o coronavírus e livrar as pessoas da morte por Covid-19. Quanto mais gente morre – hoje já são 64.900 mortos – mas ele parece se animar e inventar confusões diárias. Trocou ministros que estavam fazendo um bom trabalho só porque não concordavam com suas ideias loucas de acabar com o isolamento social ou de distribuir cloroquina indiscriminadamente. Hoje se sabe que a cloroquina mais matou do que curou, se é que curou alguém. E agora ele já não fala mais no assunto. E no lugar de um ministro da Saúde que seja da área médica, temos um general.

Agora, o seu alvo é o uso da máscara. Ele vetou trechos de lei aprovada no Congresso Nacional tornando obrigatório o uso da máscara. Vetou a obrigatoriedade do uso da máscara exatamente onde há acúmulo de pessoas do povo, como templos, igrejas, escolas, universidades, comércio e indústria.

E ainda vetou a obrigatoriedade de que o poder público distribua máscaras de graça para a população carente e faça campanha sobre a necessidade da máscara, como se achasse desnecessário o governo gastar dinheiro para proteger pobre de vírus.

E Bolsonaro age livremente sem que isso incomode a Justiça desse país, que só se manifestou quando ministros do STF e suas famílias foram atingidos pelos seguidores ensandecidos do presidente Messias. Por outro lado, o Congresso Nacional e seus líderes continuam com o discurso apaziguador, tipo as cartas de repúdio do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, principalmente depois que o presidente distribuiu cargos e benefícios ao centrão.

E o número de mortos continua crescendo e isso está parecendo, a cada dia, mais normal e incomodando cada vez menos!