Bolsonaro culpa Ramos por ‘Fundão’ de R$ 5,7 bilhões e leva resposta de deputado “Quem votou a favor foram os filhos dele”

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Na manhã do último domingo (18) o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em discurso à imprensa, culpou o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM) pela aprovação do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), que elevou o valor do fundo para R$ 5,7 bilhões. Em resposta, o deputado amazonense declarou que o presidente foi o principal responsável pela aprovação do novo valor.

O Fundo Eleitoral estava incluído no texto do Projeto de Lei Nacional Nº 03/2021 que trata sobre a Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022. Bolsonaro afirmou que Marcelo Ramos, como presidente da sessão, deveria retirar a emenda que tratava sobre o reajuste no valor do ‘Fundão’ para que fosse votada de forma individual.

“Os parlamentares aprovaram a LDO. É um documento enorme, com vários anexos. Tem muita coisa lá dentro. Muitos parlamentares tentaram destacar essa questão [do fundo eleitoral]. O responsável por aprovar isso é o Marcelo Ramos lá do Amazonas”, afirmou Bolsonaro

Em resposta, Ramos afirmou que o texto foi encaminhado e articulado pelo Governo e suas lideranças no Congresso.

Quem encaminhou a LDO com previsão de Fundo Eleitoral para o Congresso foi ele, governo dele. Quem articulou a votação na comissão mista de orçamento pra definir o valor, foram os líderes do governo dele! Quem articulou a votação no plenário foram os líderes de governo dele. Eu só presidi a sessão.”, respondeu Ramos.

O deputado Amazonense afirma que não se manifestou sobre o projeto pois estava comandando a sessão e que a aprovação do texto teve o apoio da bancada governista e dos filhos do presidente, Eduardo e Flávio Bolsonaro.

“Portanto, ainda vale a pena lembrar, que eu nem votei nessa matéria porque estava presidindo a sessão. Quem votou a favor foram os filhos dele, tanto na Câmara como no Senado. Essas palavras jogadas ao vento não vão transferir responsabilidades, assuma as suas.”, finalizou.

Lei o Projeto na íntegra:

Projeto de Lei do Congresso Nacional Nº 03/2021