Bolsonaro dá liderança da Câmara ao centrão e indica ex-ministro de Temer

Brasília: O ministro da Saúde, Ricardo Barros, divulga balanço sobre a execução orçamentária do Ministério da Saúde durante o ano de 2017. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro decidiu finalmente concretizar a troca na liderança da Câmara e trocou o deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO) pelo ex-ministro de Michel Temer, o deputado Ricardo Barros (PP-PR). A troca já vinha sido estudada desde o início de julho para acomodar ainda mais o centrão e garantir governabilidade.

A demora estava sendo justificada pelo fato de que Vitor Hugo, apesar de problemas e falhas na articulação, é um aliado de primeira hora do presidente e não poderia ser abandonado. Há quem cogite que Vitor Hugo pode inclusive ganhar um ministério, caso Bolsonaro faça ajustes na estrutura da Esplanada.

Segundo um auxiliar do presidente, a decisão de levar Vitor Hugo para algum ministério ainda não está tomada, mas Vitor Hugo continuará sendo um ponto de apoio ao presidente no Congresso.

Assim como o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, que esta semana está de férias, Vitor Hugo era alvo de fritura por parte dos parlamentares. Já Ricardo Barros, que foi ministro da Saúde de Temer e é mais experiente no Congresso, continuou angariando apoio.

Nesta tarde, o novo líder na Câmara agradeceu ao presidente pelas redes sociais.

Minutos depois, foi a vez de Vitor Hugo fazer se manifestar sobre a troca.

A oficialização da troca acontecerá na próxima terça-feira, segundo a assessoria de Vitor Hugo “por questões burocráticas”.

Pronunciamento

Vitor Hugo e Ricardo Barros participarão daqui a pouco, às 18 horas, de um pronunciamento convocado pelo presidente Jair Bolsonaro, após uma reunião que discutiu, entre outros assuntos, a manutenção do teto de gastos.

Ontem, ao anunciar uma debandada no ministério da Economia, Guedes afirmou que não deixaria ministros “fura teto” aconselharem o presidente.

Estarão também no espelho d’água do Palácio da Alvorada para o pronunciamento de Bolsonaro os presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre; da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

Os desafetos Paulo Guedes (Economia) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) também estarão ao lado do presidente.