Bolsonaro faz na vida pública o que faz na privada

Eleito com discurso de moralidade, combate a corrupção e a privilégios, o presidente Messias Bolsonaro tem presidido o Brasil colocando seus interesses e de sua família acima de tudo e de todos – melhor Jair vendo! As situações se repetem como se fossem deboches com a cara do povo brasileiro e sob o olhar, de certa forma, permissivo dos órgãos de controle da administração pública, como o Ministério Público Federal (MPF) por exemplo, já que até agora não houve punição pra qualquer um dos atos do presidente desta República Brasileira.

Em maio deste ano, um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) foi utilizado para levar membros da família Bolsonaro ao casamento do filho de Messias Bolsonaro – aquele que foi quase embaixador por já ter fritado hambúrguer – Eduardo Bolsonaro. Bem ao estilo da família Bolsonaro, um sobrinho do presidente, identificado como Osvaldo Campos, ainda apareceu tirando onda nas redes sociais por estar usando um bem público no evento privado e ainda acompanhado do chamado “político sombra” – aquele que vive correndo atrás de outro -, no caso do deputado Hélio Lopes que sempre está onde Bolsonaro também está.

Neste domingo, a situação voltou a se repetir. Bolsonaro resolver surfar na onda da conquista da Taça Libertadores do Flamengo e, usando a velha estratégia da ultradireita, que usa o populismo como forma de provocar simpatia da massa, mesmo que seus governos sejam elitistas e opressores, ele utilizou mais uma vez um avião da FAB para seus interesses próprios.

Um caça F-5 da FAB interceptou o avião do Flamengo não só para dar as boas vindas ao time pela conquista da Taça Libertadores, mas serviu para passar mensagem “em nome do presidente da República” e fazer propaganda de parte do slogan de campanha do presidente “Brasil acima de tudo”.

Mas, visivelmente este Brasil de Bolsonaro não está acima de tudo. O Messias e sua família têm estado acima das Leis e da Constituição, sem que ninguém o faça cumprir a Carta Magna que rege esse país. E ainda tem gente que aplaude!