Bolsonaro “mitou”, de novo!

 

Como gostam de dizer seus seguidores, o presidente Jair Messias Bolsonaro “mitou” de novo. E, mais uma vez, da pior forma possível, provocando um vexame internacional – pra não usar expressão bem pior! Um colega de farda do presidente capitão Bolsonaro, um sargento da Aeronáutica, membro da tripulação que assumiria o voo do avião reserva do presidente, foi preso por porte de 39 quilos de drogas em sua bagagem.

O sargento embarcou em Brasília no avião reserva da presidência e foi preso na Espanha. E a notícia se espalhou pelo País e o mundo. E mais uma vez o presidente virou meme nas redes sociais e alvo de todos os tipos de chacota.

E parece que nem o universo conspira a favor do governo de Bolsonaro já que isso acontece exatamente no dia em que o ministro da Justiça de Bolsonaro, o juiz Sérgio Moro, saiu aqui do Brasil do “olho do furação”, com a publicação das suas conversas nada legais, nem morais, com o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, e foi parar nos Estados Unidos sob justificativa de “conhecer o modelo de multiagência contra o tráfico de drogas” – Moro escreveu isso em sua página no Twitter.

Era melhor o “xerife” multimídia e herói nacional, Sérgio Moro, ter se fingido de morto, porque levou revezes constrangedores nas redes sociais. Num deles, a antropóloga, pesquisadora e professora Débora Diniz. “Ministro, imagino o constrangimento que deve ter passado com o avião da FAB apreendido com drogas justo durante sua visita. Poderia me dizer como se explicou, pois isso me ajudaria na aula sobre drogas, encarceramento, estado penal e milícias envolvidas no Estado?”.

O presidente do Psol, Juliano Medeiro, sapecou esse comentário no Twitter de Moro: “Aproveita e pergunta pra eles como é possível que o avião presidencial tenha transportado 39 kg de cocaína sem perceber”.

 E, mais uma vez, o Brasil vê seu nome no noticiário internacional de forma nada patriótica. E dá vontade de berrar: Que droga é essa, meu povo!