Bolsonaro pede veto ao aumento de salário de servidores públicos; Maia e Alcolumbre falam em união

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (21) que o objetivo da reunião por videoconferência com governadores é amenizar os efeitos da crise do novo coronavírus. O presidente da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, falaram em união entre os entes da federação.

Na reunião desta quinta, as autoridades discutiram o projeto de socorro aos Estados e municípios, que inclui o debate sobre o veto ao trecho sobre o reajuste salarial para servidores públicos até o fim de 2021.

“Temos que trabalhar em conjunto a sanção de um socorro aos senhores governadores, de aproximadamente R$ 60 bilhões, também extensivo a prefeitos”, disse Bolsonaro na abertura do encontro. “O que se pede apoio aos senhores é a manutenção de um veto muito importante”, seguiu.

De acordo com Bolsonaro, congelar reajustes na remuneração de todos os servidores públicos até o fim do ano que vem é o “remédio menos amargo” para o funcionalismo, “mas de extrema importância para todos os 210 milhões de brasileiros”.

Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o “pós-crise” do coronavírus vai implicar mudanças na reforma administrativa, discutida no início do ano. Segundo ele, a reforma deverá ser pensada “não só do ponto de vista da economia, mas da qualidade do gasto público”.

“Quem pensava uma reforma administrativa antes dessa pandemia com uma relação dívida/PIB de 70%, agora vai ter que pensar uma relação dívida/PIB com 100%”, disse.

O deputado pregou a união dos entes da federação no combate à covid-19 para embasar o momento pós-crise. O presidente da Câmara citou ainda que, após a crise, o País deve focar a aprovação de marcos regulatórios de vários setores, começando pelo do saneamento, para garantir o investimento e retomada da economia.