Borussia Dortmund goleia rival Schalke na volta da Bundesliga

Foto: Martin Meissner / POOL / AFP / CP

O Borussia Dortmund, segundo colocado, goleou por 4 a 0 o Schalke no clássico do Ruhr, neste sábado no início da 26ª rodada da Bundesliga, que voltou a ser disputada após dez semanas de suspensão devido à pandemia do coronavírus.

A bola voltou a rolar nos estádios alemães, embora sem público nas arquibancadas, mas os torcedores do Borussia Dortmund tiveram muitos motivos para festejar à distância os gols do norueguês Erling Haaland (29′), do português Raphael Guerreiro (45′ e 63′) e do belga Thorgan Hazard (49′).

O gol de Haaland, o prodígio de 19 anos que atua no Borussia Dortmund desde janeiro, foi o primeiro desta nova etapa na Bundesliga.

No momento da suspensão do campeonato, em meados de março, o Borussia Dortmund estava a quatro pontos do líder Bayern de Munique.

Graças à vitória no clássico deste sábado, o Borussia se aproximou provisoriamente a um ponto do gigante bávaro, que visita no domingo o Union Berlim, e ampliou para três pontos a vantagem sobre o terceiro colocado, o RB Leipzig, que tropeçou ao empatar em casa (1-1) com o Freiburg.

O Borussia segue assim no mesmo pique de antes da parada: venceu oito dos últimos nove jogos que disputou, com 32 gols marcados neste período (3,5 por jogo).

Em outras partidas já disputadas neste sábado, o Wolfsburg (6º) venceu por 2 a 1 o Augsburg (14º), enquanto o Hertha Berlim (11º) superou por 3 a 0 o Hoffenheim (9º). Fortuna Dusseldorf (16º) e o lanterninha Paderborn empataram em 0 a 0.

A Alemanha se tornou neste fim de semana o primeiro grande país do futebol europeu a voltar a jogar após a suspensão motivada pela crise da COVID-19.

Para que isso fosse possível, a Bundesliga teve aprovado pelas autoridades um rigoroso protocolo sanitário a ser seguido em todos os jogos. Além da ausência de público, os jogadores evitaram celebrações efusivas dentro de campo, entre outras medidas de prevenção.

A Bundesliga pretende concluir sua temporada até 27 de junho, mas não descarta a possibilidade de novos adiamentos em caso de piora da situação da pandemia do coronavírus.