Bososhopping de bijuteria no G20

No encontro dos líderes das maiores economias do mundo, o chamado G20, realizado em Osaka no Japão, em meio a discussões como a guerra comercial entre EUA e China, o combate às mudanças climáticas e ações para incentivar o livre comércio, o presidente Messias Bolsonaro deixou, mais uma vez, o mundo boquiaberto, pasmado, estupefato, tudo isso junto e embolado, com o único projeto comercial que ele teve condições de levar ao encontro da cúpula econômica internacional: o Bososhopping de bijuterias de nióbio.

O presidente, ao invés de ficar tentando fechar acordos comerciais proveitosos para o Brasil ou desfazer o mal-estar que existe com outros países por conta de sua política de meio ambiente extrativista, a qualquer custo, na Amazônia, preferiu dar um rolês e comprar umas bijuterias para melhor explicar o seu principal projeto econômico que tem a ver com o nióbio, seu assunto desde que era apenas um deputado federal do baixo clero.

O mito de milhões de brasileiros explicou seu projeto na rede internacional de computadores: “Temos aqui um pequeno cordãozinho. Ele é azul porque é azul – que conclusão inteligentíssima, excelência! Tem de várias cores. De acordo com a pedra de nióbio, o pessoal faz o cordãozinho de nióbio – isso é óbvio, né senhor presidente, se a pedra é de nióbio, ia fazer o “cordãozinho” de quê? Bolsonaro continua: “A vantagem disso aqui em relação ao ouro, primeiro são as cores que variam, e ninguém tem relação alérgica ao nióbio” – será que a mulherada quer um cordão de ouro ou de nióbio?

O preço explica por que o presidente do Brasil levou para o G20 um projeto de tamanha relevância. O tal do cordãozinho custa mil dólares, ou seja, quase quatro mil reais, levando em conta a cotação do dólar de hoje. Com um preço como esse só sendo chefe de Governo ou chefe de Estado pra comprar, né mesmo gente?

Mas acho que os líderes mundiais não estavam muito afim de comprar no Bolsoshopping não porque, andaram foi fugindo do nosso presidente empreendedor como o diabo foge da cruz. Um exemplo disso foi o presidente da China, segunda maior potência econômica do planeta, segundo o Fundo Monetário Internacional, Xi Jinping, que desmarcou encontro com Bolsonaro.

E se o Bolsoshopping foi um fracasso internacional, aqui fez o maior sucesso nas redes sociais mostrando que o nosso presidente é um mito pra dar risadas e causar vergonha!