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Boto vermelho entra para a lista dos animais em perigo de extinção, afirma Inpa

Foto: Divulgação/Inpa

A dois passos da classificação de ‘extinto’ o boto-vermelho está classificado como “em perigo de extinção” na lista vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) publicado em novembro deste ano. O Tucuxi, outro golfinho da Amazônia encontra-se como ‘dados insuficientes’ na lista.

Para conseguir classificar os golfinhos da Amazônia na lista vermelha, a IUCN contou com os dados de pesquisas do Laboratório de Mamíferos Aquáticos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) coordenado pela pesquisadora Vera da Silva, dentre outros institutos de pesquisas do Brasil e do Mundo.

A pesquisadora, que também é responsável pelo projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia patrocinado pela Petrobras, explica que o Projeto Boto do Inpa há 25 anos desenvolve pesquisas com esta espécie na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Mamirauá.

“Desde 2000 as pesquisas nos mostram que a população de botos naquela região vem reduzindo drasticamente a cada década. A preocupação maior é a velocidade que esta espécie está sendo retirada da natureza, se isso acontece no entorno de uma reserva protegida, modelo na Amazônia, imagine em uma área sem proteção”, indaga a pesquisadora.

“Em perigo”

Foto: Divulgação/Inpa

A pesquisadora explica que as ameaças que atingem o boto-vermelho são as mesma que atingem o tucuxi que está na lista da IUCN como “dados insuficientes”.

“Ambas espécies sofrem com a captura direta, a captura acidental, tem as represas que fragmentam as populações, e também a poluição dos rios, sabemos que nosso rios possuem poluentes como o mercúrio, entre outros, então tudo isso levou a está classificação na lista vermelha”, comenta.

Da Silva comenta que o tucuxi deverá entra na lista em uma categoria de ameaça até março do ano que vem, após revisão.

“O tucuxi é muito capturado acidentalmente em redes de pesca”, explica acrescentando que isso acontece cada vezcom mais frequência por conta da demanda por peixes que está crescendo cada vez mais.

Fonte: Inpa.