Braga: entre a luz e a escuridão!

Braga luz e escuridão valendo

No dia de sua posse como ministro das Minas e Energia, no dia 02 de janeiro, os jornalistas ficaram meio que no “escuro” sobre seus questionamentos quanto a uma possível crise de energia no País. O senador Eduardo Braga, já empossado ministro, se resumiu em dizer: “Não vejo, sinceramente, como engenheiro eletricista e gestor público, que estejamos diante de um risco iminente. É claro que nós estamos coletando informações para que possamos ter dados mais precisos e detalhados”. Seguindo a mesma linha de raciocínio, Braga afirmou que não haveria racionamento. “Não teremos racionamento de energia, temos um sistema robusto e confiável”. Mas, o sistema “robusto e confiável, deixou 11 Estados e mais o Distrito Federal na escuridão e deixou uma visão clara de uma crise que não iria existir, ou não deveria.

E os tais especialistas no setor elétrico deram entrevista para os principais veículos de comunicação do País dizendo que “há racionamento de energia sim!” porque “o sistema elétrico do País está atuando acima da capacidade desde o ano passado”. Segundo esses mesmos especialistas, o fornecimento de energia foi interrompido a pedido do próprio Operador Nacional do Sistema Elétrico (NOS) para evitar um colapso total do sistema, o que causaria um apagão geral”.

Esses especialistas ainda fazem previsões sombrias com a “existência de novas quedas no fornecimento de energia”, mas não sabem precisar ao certo quando e com que frequência isso vai ocorrer. E afirmam que o Governo de Dilma Rousseff “deverá decretar racionamento até abril, ou até antes disso, e aumentar a tarifa em 20 e 40%”.

Prêmio ou castigo?

E Braga se vê tateando na escuridão, cercado de problemas por todos os lados. Confesso que até fiquei pensando cá com meus botões que esse cargo parece ser prêmio, mas tem muito de castigo. O ministro está tendo que enfrentar o aumento do consumo de energia elétrica em todo o País por causa de um verão com temperaturas altíssimas, aliado a falta de chuvas que afeta os reservatórios das usinas hidrelétricas – principal fonte de energia no Brasil – que estão com níveis cada vez mais baixos – nem fazendo a dança da chuva a água tem vindo dos céus.

E ainda tem o fato do uso cada vez maior da energia das termelétricas para garantir o fornecimento, energia suja e cara, que provoca a ira dos ecologistas e o terror dos consumidores na hora de pagar a conta. Bom lembrar que os governos petistas decidiram fazer política com a questão energética, reduzindo as tarifas para milhões de consumidores e, quero ver agora quando o povo der de cara com o aumento nas contas.

Clara competência

Porém não é difícil de se ver lideranças políticas em todo o País, cantando em verso e prosa, a clara competência de Braga em momentos de crise, lembrando dos tempos em que esteve como líder do Governo Dilma no Senado. E ele parece ter tomado as rédeas da situação, anunciando aumento na produção de energia, que serão adicionados 1,5 megawatts ao sistema elétrico da região sudeste e o avanço em grandes projetos de hidrelétricas como Belo Monte, no Pará, e Jirau, em Rondônia, que apresentam atrasos nas obras.

E se Braga der jeito nessa “escuridão” enfrentada pela população de todo o País aí vai ficar claro o que dizia durante a campanha para o Governo do Estado, que o mais importante para um administrador não é ser bonzinho – algo do tipo sorrisos e tapinha nas costas como fazia o então candidato à reeleição José Melo-, mas bom naquilo que faz, principalmente em momentos críticos. Agora é esperar que os fatos tragam a “luz” da certeza de quem estava com a razão. (Any Margareth)