Brasil acima de tudo, menos das bicicletas chinesas!

A cada dia que passa cai por terra tudo aquilo que Messias Bolsonaro vive pregando – como minha saudosa e sábia mãe dizia “é mais fácil pegar um mentiroso do que um coxo”. Messias Bolsonaro é adepto do ufanismo, o nacionalismo exagerado com práticas extremistas em que um grupo de indivíduos se vangloria de feitos que na verdade nem existem – lembro minha mãe cabocla de novo: “o mal do esperto é achar que todo mundo é leso”. Porém, o presidente Messias Bolsonaro dá provas diárias que até seu ufanismo é fake.

Quem pode esquecer de seu slogan de campanha “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”. Mas, como dizer que o Brasil está acima de tudo, quando o presidente da Nação aprova uma resolução da Camex (Câmara de Comércio Exterior) reduzindo a alíquota do imposto de importação de bicicletas, gradativamente até dezembro deste ano, de 35% para 20%, o que vai beneficiar as indústrias chinesas de bicicletas em detrimento da indústria brasileira.

A redução do imposto de importação pode causar uma “invasão” das bicicletas chinesas no Brasil, com um preço mais atrativo, do que o produto nacional. Isso iria resultar na geração de emprego e renda na China e a extinção de milhares de postos de trabalho nas empresas de bicicleta nacionais.

Então, onde fica o tal “Brasil acima de tudo”? Mas tem quem consiga enxergar que o nacionalismo exagerado de Messias Bolsonaro é tão fake quanto a sua propaganda eleitoral e similar as campanhas ufanistas dos militares durante o período da Ditadura para conquistar a simpatia popular.

É só lembrar que enquanto o Brasil se via às voltas com inflação alta, endividamento do setor público, aumento da dívida externa e crescimento das desigualdades sociais, os governos militares faziam campanhas ufanistas como “Ninguém segura esse país” ou “Brasil, ame-o ou deixe-o” e faziam o povo cantarolar pelas ruas: “Esse é um país que vai pra frente….”.

Mas qual é o país que vai pra frente mesmo hein? No caso das bicicletas, o presidente nos deixou correndo atrás dos chineses, os mesmos chineses que Messias Bolsonaro, sua prole e sua trupe passam o tempo todo esculachando, acusando de criar um vírus para matar milhões de pessoas pelo mundo e os mesmos chineses de quem ele “jamais compraria uma vacina”. O presidente falador se viu tendo que empurrar goela a vacina chinesa – nada contra me vacinar com a essa vacina ou qualquer outra – e está fazendo com que o povo brasileiro engula comprar bicicleta da China e ainda fique sem emprego. Viva o mito!