Brasil é derrubado de novo pela Sérvia e fica com o vice na Liga Mundial

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Com o resultado, os rivais comemoram pela primeira vez a conquista do troféu da competição. Os franceses ficaram com o bronze ao vencerem os italianos por 3 a 0 (25/23, 25/21 e 25/20). A equipe de Bernardinho fecha sua participação com uma campanha de 11 triunfos em 13 partidas. Na volta ao país, o técnico decidirá os três jogadores que serão cortados para chegar à lista final dos 12 nomes que disputarão a Olimpíada do Rio, o grande objetivo traçado para o ano.

Wallace foi o maior pontuador do confronto com 18 acertos. Dois a mais do que Marko Ivovic. Os dois entraram para o time ideal do campeonato. O brasileiro como o oposto. O sérvio como o melhor ponteiro e MVP. Maurício Souza foi eleito o primeiro central e Srecko Lisinac, da Sérvia, o segundo. Também estão na formação o ponteiro Antonin Rouzier e o líbero Jenia Grebennikov, da França; e o levantador Simone Giannelli, da Itália.

O jogo

O Brasil começava com Tiago Brendle no lugar de Serginho. Opção técnica.  Os adversários começavam botando pressão no saque. Lisinac soltava o braço como se quisesse fazer a seleção lembrar daqueles 20 pontos de saque no último confronto entre eles. Bernardinho cobrava a atenção da linha de passe. Lá na frente, Wallace tentava manter o jogo equilibrado. Só que os erros na recepção e no serviço permitiam que os atuais vice-campeões do torneio fugissem no placar (18/13). Lucarelli sacava, garantia um ace, um ponto no ataque seguinte, mas o volume de jogo do time não aparecia. Bernardinho fazia a inversão. De pouco adiantava. Os comandados de Nikola Grbic jogavam redondinho e faziam 24/20. Maurício Borges mantinha a seleção viva na parcial com dois pontos seguidos. Mas sacava na rede pouco depois e não evitava o 1 a 0: 25/22.

A equipe se reunia, conversava no intervalo e tentava consertar o rumo. Do outro lado, os rivais se fechavam na defesa e Uros Kovacevic explorava bem o bloqueio brasileiro (6/4). Wallace gritava em quadra, tentava acordar a equipe. Maurício Souza variava o saque e o Brasil empatava (12/12). A Sérvia caçava Maurício Borges quando sacava. A estratégia funcionava (16/14). Para piorar, os contra-ataques não funcionavam. Bernardinho ia à loucura na lateral da quadra (18/14). Era hora de arriscar Lipe em quadra no lugar de Maurício Borges. No banco, Serginho levava a mão ao rosto. O Brasil ensaiava uma reação com as passagens de Bruninho e Lucarelli pelo saque (21/20). Bruninho insistia com Wallace, mas o triplo estava bem montado e conseguia marcar o oposto (24/21). O segundo set também era deles: 25/22.

Era tudo ou nada para o Brasil. Eder deixava a reserva e Lucão ia para o banco. Lipe permanecia no jogo. A dificuldade permanecia, mas o ponteiro chamava a responsabilidade e tentava dar nova energia aos companheiros. Bernardinho chamava Evandro e William. Os sérvios jogavam com o passe na mão e mantinham a diferença segura de quatro pontos. Wallace ainda acreditava. Mas não havia mais tempo para fazer nada. Eder forçava demais o saque e a Sérvia erguia os braços na quadra. Depois de cinco vices, podia gritar que era a campeã.

Fonte: GE