Brasil goleia, vence a campeã do mundo e é tetracampeão. Quem imaginou um “passeio” desses?

brasil espanha

Num jogo pra ficar na história, a seleção brasileira fez jus ao que entoava um coro de mais de 73 mil pessoas que lotaram o Maracanã: “ôoooo, o campeão voltou”. Os jogadores da seleção brasileira jogaram com a postura dos campeões, garra e disciplina tática e técnica. Marcaram o tempo todo – Iniesta sempre teve mais de dois jogadores na sua cola. Até Fred e Neymar combatiam a saída de jogo dos espanhóis,provocando erros de passe dos adversários. Neymar parou de cair à toa, e quando caiu foi com razão. Tanto que provocou a expulsão de Piqué, que fez falta porque Neymar ia sozinho, com a bola dominada na direção do gol. O jogo foi coletivo e solidário. Não teve aquela mania do jogador brasileiro de ficar prendendo bola, querer driblar todo mundo, sem passar a bola para o companheiro de time. Esse foi o caso do terceiro gol do Brasil, quando Neymar viu que Fred estava melhor coloca ado e deixou a bola passar.

E, se Felipão tem como premissa na defesa que “zagueiro tem que zagueirar”, então acabamos de criar uma premissa também no ataque: artilheiro tem que artilheirar. Pois foi assim que Fred agiu, no primeiro gol do Brasil, com pouco mais de um minuto de jogo, quando mesmo caido, conseguiu empurrar a bola pra rede. Artilheiro tem que fazer gol, não importa se está de pé ou deitado. E, se Felipão só gosta de zagueiro que cumpre sua função de “zagueirar”, então Davi Luiz foi o melhor exemplo disso. Ele se atirou numa bola que poderia ter mudado a história do jogo, evitando o empate da Espanha pelos pés de Pedro. E, num dia de dar uma aula de futebol, a seleção brasileira foi a figura do jogo coletivo, com toques rápidos, evitando marcação, um tipo de jogo que há certos comentaristas que adoram exaltar na seleção espanhola, como no caso do segundo gol, quando Neymar passou para Oscar , que levou consigo a marcação dos zagueiros espanhóis e tocou de volta para Neymar dar um chutaço.

O Brasil colocou as mãos na taça com mais uma jogada coletiva para fazer 3X 0, logo no início do segundo tempo da partida, quando Hulk lançou a bola da esquerda, Neymar deixou passar e Fred bateu colocado. A espanha poderia ter alguma chance de reação aos 9 minutos quando Marcelo fez um chamado “pênalti besta” em Jesus Navas. Mas, num dia de postura de campeões, Julio César cumpriu sua função com maestria, se agigantando na frente de Sérgio Ramos que chutou a bola pra linha de fundo. Esse foi o dia em que a seleção espanhola, campeã mundial e bicampeã européia, conheceu o melhor futebol do mundo! (Radar Amazônico)