Brasil, o país do subemprego sem direito algum

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Durante a campanha eleitoral, o então candidato a presidente da República, Messias Bolsonaro, falava pra quem quisesse ouvir – inclusive fazia maior sucesso com isso – que para o trabalhador ter emprego teria que perder direitos. Só que, naquela época, poucos foram os que conseguiram enxergar que aquilo que Messias Bolsonaro falava e continua falando, ou é mentira, ou são meias verdades. Bolsonaro não estava falando de emprego, mas sim de subemprego e não estava falando que os cidadãos brasileiros perderias uns poucos direitos, mas sim todos os direitos. Melhor Jair (erro proposital) vendo o que queria dizer Bolsonaro.

O agora presidente e sua trupe, inclusive os seguidores do Messias no Amazonas, alardeiam aos quatro cantos que houve uma queda nas taxas de desemprego. Sim isso é verdade! Mas, parafraseando o mote bíblico de campanha do presidente Messias – “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” -, bom dizer que realmente houve uma leve queda na taxa de desemprego de 12,3% do ano de 2018 para 11,8% em 2019, ou seja, cerca de dois milhões de pessoas conseguiram uma ocupação no mercado de trabalho.

Mas a verdade libertadora que o presidente e a horda de bolsonaristas não diz nem jurando sobre a Bíblia, é que ainda assim 12,6 milhões de brasileiros continuam atrás de emprego e que o subemprego no país chegou a um patamar recorde no final do ano passado atingido 38,8 milhões de brasileiros, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD-Contínua) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse número de pessoas trabalhando em subempregos é maior até do que nos anos de maior recessão econômica, como em 2016 por exemplo, quando o trabalhador aceitava qualquer ocupação porque a fome batia em sua porta.

Entre os 38,8 milhões de brasileiros subempregados, o número daqueles que trabalham sem carteira assinada bateu novo recorde: 11,8 milhões. Também houve recorde com os que trabalham por conta própria, onde estão incluídos os ambulantes, motoristas de aplicativos e quem vive de biscate: 24,3 milhões de brasileiros vivem de “bico”.

Vivendo a margem das Leis trabalhistas esses trabalhadores não têm direito a décimo terceiro, nem férias, nem FGTS, nem seguro desemprego e formarão uma massa de miseráveis quando chegarem a velhice já que aquilo que ganham mal deve estar dando pra comer, o que significa que não estão recolhendo para o INSS, ou seja, estarão velhos e cansados para continuar subempregados, também serão rejeitados pelo mercado de trabalho formal e ainda estarão sem aposentadoria. Essa é a justiça social de Messias Bolsonaro!