Brasil teve 211.847 mortes a mais do que as previstas no ano até abril

Reprodução

O Brasil registrou excesso de mortalidade de 64% entre 1º de janeiro e 17 de abril. Morreram 211.847 pessoas a mais que o esperado para o período. Eram esperados 328.665 óbitos e ocorreram 540.512.

Os dados mostram ainda que o excesso de mortalidade no país até 17 de abril deste ano representa 77% do excesso de mortalidade registrado em todo 2020.

No ano passado, foram identificados 275.587 óbitos a mais do que o esperado, um excesso de mortalidade de 22%.

Segundo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), as mortes acima do número esperado podem ser reflexo da infecção pela Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, e também do atraso no diagnóstico e tratamento de outras doenças devido à sobrecarga dos serviços de saúde durante a crise sanitária.

Hipóteses

O excesso de mortes vem crescendo entre a população de até 59 anos e tem se mantido maior entre os homens. Até essa idade, o percentual de excesso de mortalidade entre homens é de 86% e entre mulheres, 81%.

Uma das hipóteses que podem explicar o fenômeno, informa o Conass, é “o fato de homens adotarem comportamento de maior risco de contaminação por Covid-19”, e de que a nova variante P1 “tem atingido a população abaixo dos 60 anos”.

O levantamento foi realizado pelo Conass em parceria com a organização global de saúde pública Vital Strategies e com a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil).