Cachorro de rua ajuda delegacia do Paraná a acabar com fugas de presos

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Um cachorro de rua é tido pelos policiais da Delegacia de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, como um dos fatores que ajudou a acabar com as fugas de presos. Stive, como é chamado, foi adotado há cerca de um ano. Mesmo sem treinamento especializado, ele sempre avisa os policiais quando algo estranho acontece.

“Ele sempre está alerta, se ele ouve algum barulho durante o plantão, ele já vai ver o que é. O Stive já impediu algumas fugas”, conta o investigador Marcos Miotto. A última fuga registrada na delegacia foi em março de 2013.

O vira-lata atende alguns comandos, acompanha os policiais na viatura e não deixa estranhos se aproximarem da carceragem. “Ele aprendeu tudo sozinho. A gente fala que tem preso tentando fugir e ele sai correndo e latindo. Se a gente o chama para uma ocorrência, ele vem”, conta Miotto.

Os policiais dizem que logo identificaram o “dom” de Stive para a profissão. “Nós escutamos um barulho na parte de frente da delegacia e fomos ver. Tinha um homem por ali, possivelmente iria furtar alguns objetos dos carros. Quando nos aproximamos do homem, o Stive veio da rua latindo pra o cara. Aí já chamamos o cachorro pra dentro e ele passou a fazer parte da equipe”, lembrou Miotto.

Tanta dedicação é recompensada. Stive ganhou um uniforme com o distintivo da Polícia Civil, além de uma cama, atendimento veterinário, banhos e comida. A investigadora Carla Bittencourt é a responsável na delegacia pelo cachorro. “Ele é mimado, adora tomar banho. Também é muito esperto, não faz as necessidades no pátio na delegacia. Ele late para alguém abrir o portão, sai, aí late de novo, a gente abre e ele entra”.

Carla, que já adotou outros cinco cachorros – todos que apareceram em delegacias onde ela já trabalhou – conta que se depender dos policiais, Stive vai permanecer por muito tempo na delegacia. “Um advogado apareceu aqui e queria levá-lo. Eu até pensei em deixar, mas o pessoal aqui se revoltou e o Stive ficou. Agora esse advogado vem aqui, leva o cachorro pra tomar banho e depois nos devolve”, diz a investigadora.

Fonte: G1