Cancelaram o “Leite do Meu Filho” pra sobrar “leitinho” pros filhos deles

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Seguindo o lema “o que dá pra rir, dá pra chorar” e vice-versa, eu não resisto gente em fazer analogias sobre determinadas situações tragicômicas. Nos últimos dias, tem sido uma constante no Radar, a reportagem se deparar com nomeações de parentes de agentes públicos, num visível ato de nepotismo (prática ilegal de favorecer parentes com cargos na administração pública) ou nepotismo cruzado (troca de favores entre agentes públicos com a contratação de parentes um do outro para cargos).

Na contramão dessa mamata, nos deparamos com a notícia de que na segunda-feira passada, dia 1 de março, foi suspensa a distribuição do composto lácteo fase 3, do Programa Leite do Meu Filho. O produto é entregue para famílias carentes que têm crianças na faixa etária de três anos a quatro anos e 11 meses de idade.

Em plena pandemia, em que o Amazonas atingiu a terceira maior taxa de desemprego do País (18,2%), fazendo com que milhares de famílias tenham crianças subnutridas por conta da fome, a Prefeitura de Manaus, suspendeu a distribuição feita pelo programa “Leite do Meu Filho”.

A explicação é totalmente sem sentido na medida em que a Prefeitura de Manaus alega que a suspensão se deu “por decorrência de questões administrativas agravadas com a pandemia”, sem lembrar que a pior consequência da pandemia é a fome.

E nessa cabeça pensante que Deus meu deu e como ainda não perdi a capacidade de me indignar, não vou parar de questionar: quer dizer que teve jeito de arrumar um cargo na câmara, na prefeitura, no governo…seja onde for pra garantir o “leitinho” do sobrinho, da cunhada, da mulher, do genro, do filho….mas as crianças pobres vão esperar com fome pelo “Leite do Meu Filho”? Alguém vai ter que responder!