Candidatos ao Governo precisam se posicionar sobre a crise fiscal do Amazonas, afirma David

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado David Almeida, afirmou, nessa sexta-feira (19), que o próximo governador, ou o atual caso seja reeleito, devem se posicionar antes da eleição do segundo turno, e apresentar soluções para os problemas relacionados ao desequilíbrio nas finanças públicas do Amazonas.

Desde a última quarta-feira (17), o parlamento amazonense tem feito alerta sobre os possíveis riscos à economia do Estado para 2019. Em seu discurso David comentou sobre a atual realidade do governo de Roraima que está sem pagar servidores.

“No Estado vizinho de Roraima, ainda não foram pagos os salários dos servidores do mês de setembro, em função daquilo que tenho alertado frequentemente aqui na Aleam: falta de equilíbrio fiscal e de gestão do poder público. O Amazonas já ultrapassou o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) com os gastos com pessoal e está perto de ultrapassar o limite máximo que é 49% da receita do Estado”, disse David.

O parlamentar explicou com base no Relatório de Gestão Fiscal, do governo do Estado, disponibilizado pelo Tesouro Nacional, que o limite prudencial dos gastos com pessoal, que é 46,55% da receita do Estado, foi ultrapassado em abril deste ano ao alcançar 47,10%. Segundo David, já em setembro deste ano, o governo atingiu 48,70% nos gastos com a folha de pessoal, bem próximo do limite máximo de 49%, estabelecido pela LRF.

Para o presidente, a base da administração pública com resultados positivos é não gastar mais do que se recebe. “Não tem segredo. Basta adotar os mesmos princípios que utilizamos nas nossas casas, quando gastamos de forma consciente. O serviço público tem que trazer para dentro da administração , os princípios da iniciativa privada, com a otimização dos recursos. Mas não é isso que está sendo feito no Amazonas.”

“Sem querer ser incisivo, mas sendo realista, o governo atual cometeu um erro gravíssimo ao não liquidar os pagamentos das cooperativas no ano passado e deixar para o ano de 2018. Não há espaço fiscal no orçamento para regularização para esses pagamentos, e também para contemplar, os reajustes concedidos aos servidores que foram todos aprovados neste ano”, completou.

Com informações da assessoria do deputado