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Candidatos denunciam fraude no concurso da Seduc

 

O Radar recebeu denúncias de candidatos inscritos na concurso da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino do Amazonas (Seduc), relatando sérios problemas na realização das provas, nesse domingo (8). Entre as reclamações estão a distância do local das provas, questões mal redigidas, salas de aulas sem estrutura e até suspeita de fraude no concurso por causa de malotes com provas que sumiram.

Denúncias chegaram ao Radar através de áudios. Uma candidata que fez o exame na Escola municipal Manoel Francisco Garcia, no Bairro Grande Vitória, relata os problemas ocorridos no local, que segundo ela, já começaria pela escolha da escola por ser distante da zona onde mora. A candidata disse ainda que, na sala de aula havia dois ares-condicionados que estavam quebrados e o calor estava insuportável. “Diante das reclamações dos candidatos, arrumaram um ventilador velho que fazia um barulho insuportável. E ainda teve barulho de um animal no forro da sala e parecia que o forro ia cair na nossa cabeça. Não tinha quem se concentrasse pra fazer prova”, disse.

Além disso, não foi possível levar o cartão resposta e as questões das provas estavam mal redigidas com enunciados confusos. “A organização foi péssima e esse conjunto de fatores atrapalharam o desempenho dos candidatos. Foi desleal e me senti lesada”, afirmou.

Já em outro áudio de um candidato da Escola estadual Professora Karla Patrícia Barros de Azevêdo no Cidadão 10, ele levantou a suspeita de fraude no concurso da Seduc, uma vez que os malotes com as provas sumiram e como improviso, outras que seriam do município de São Gabriel da Cachoeira, foram enviadas para o local atrasadas via mototáxi, entregue por uma pessoa que não seria funcionária da empresa, responsável pelo exame. “Elas vieram dentro de um saco de trigo sem controle e com lacres adulterados”, disse o interlocutor. Após o episódio, a informação é de que muitos candidatos registraram Boletim de Ocorrência (B.O) na delegacia.

Diante das sérias denúncias, o Radar entrou em contato com a assessoria de imprensa da Seduc para buscar explicações sobre o motivo de tantos problemas. Confira a resposta na íntegra da secretaria por meio de nota:

A Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) esclarece os problemas ocorridos na Escola Estadual Karla Patrícia Barros de Azevedo nesta manhã:

Durante a aplicação do concurso, na escola, faltaram provas para alguns candidatos. De imediato a coordenação do certame solucionou o problema trazendo provas extras, que existem para eventualidades como essas.

As provas extras foram conduzidas da base do instituto organizador do certame por motoqueiros da Polícia Militar e escoltadas por batedores da PM. As provas estavam em malotes lacrados.

Quando as provas extras chegaram à escola, o grupo de candidatos se recusou a aceitar as provas e saiu da sala.

A alegação deles era que as provas não tinham os nomes deles, mas nas provas extras não constam nomes de nenhum candidato pois são criadas para solucionar problemas dessa natureza. O conteúdo das provas extras são os mesmos das personalizadas.

A Seduc informa que por conta desse incidente o certame na escola começou às 8h45, mas a coordenação ampliou o prazo de encerramento para às 11h50, não havendo prejuízo de tempo.

Sobre informação que provas de São Gabriel da Cachoeira terem sido levadas até a escola, essa notícia é falsa.

Sobre a estrutura da escola municipal Manoel Francisco Garcia a Seduc não se manifesta.

Sobre a alegação de questões mal redigidas a Seduc informa que nenhum membro da pasta participou da elaboração das provas e portanto não se manifestará sobre esse assunto.