Cantor Melvino Jr. foi morto ao ser confundido com traficante de Coari

O cantor Melvino de Jesus Junior, assassinado com três tiros em Codajás (a 296 km de Manaus), no dia 29 de abril, foi confundido com o traficante de drogas de Coari, conhecido como “Vitão”. Essa foi a conclusão das investigações da Polícia Civil, que apresentou nesta terça-feira (13) Henrique da Silva da Silva, o “Kinho”, 21, Keison Rodrigo da Silva, 23, e Ozivan dos Santos Oliveira, 31, como três dos sete envolvidos no crime.

O delegado de Homicídios e Sequestros (DEHS), Juan Valério, disse durante coletiva à imprensa no auditório da Delegacia-Geral da Polícia Civil, que o assassinato foi “uma infeliz coincidência”. Ele informou o crime foi executado por “Kinho” e um outro homem conhecido como “Índio”, que também está sendo procurado pela morte do policial militar Paulo César Portilho, ocorrido em Manaus.

Segundo Valério, “Kinho” e “Índio” estavam em um bar, em frente do hotel em Codajás, onde o cantor Melvino Jr. estava hospedado. “Uma terceira pessoa ligou para os dois executores e repassou as características do traficante que deveria ser executado, as mesmas que coincidentemente batiam com as roupas, tatuagens e cordão usado pelo artista. Foi quando ´Kinho´ executou o assassinato e fugiu junto com os comparsas, na mesma noite, em uma lancha para Coari”, detalhou o delegado da DEHS.

Durante a entrevista, “Kinho” pediu perdão da família do cantor e disse que não queria matar Melvino. “Quando chegamos em Coari uma mulher chamada de ‘Doidinha’ me disse que havia matado o cara errado. Quero pedir desculpas da família. Me perdoe”, declarou o executor. Os outros dois suspeitos presos não falaram nada, mas junto com “Kinho” foram indiciados pelo crime de homicídio qualificado e foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisório Masculino (CDPM).

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