Captando amigos em nosso Radar

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Não dava pra deixar esse dia passar sem fazer registro porque o Radar nasceu pela força do amigo. Afinal, como diria Raul (Seixas) em sua música “Prelúdio”, “sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”. E esse sonho meio louco, de fazer notícia com cara de povo, sem “carregar” na semântica (estudo das palavras), abusar da retórica (arte técnica de bem falar), apenas escrever sentimentos e vivências de quem vive uma vida de povão, e gosta de fazer parte dele, de coração, só virou realidade porque encontrei amigos. Uns poucos, meio loucos como eu, que de algum jeito (ou do seu jeito) contribuíram para a existência do Radar.

E, olha que o Radar surgiu num momento de dureza (em todos os sentidos da palavra), decepções profissionais, grana curta, falta de perspectivas, e até um sentimento de solidão de amigos. Mas, num relance, veio à mente a vontade de escrever por escrever, sem a pauta pré-definida, sem editor, e sem patrão. Botar no papel (ou seria melhor dizer digitar na tela) histórias de vida, como se delas fizesse parte – lembrei do amigo jornalista Chico Pacífico que dizia que ser jornalista é viver mil vidas a cada dia – com todos os sentimentos que estão incluídos nesses fatos, injustiça, tristeza, revolta, impotência, nojo, desencanto, alegria, amor, festa, dança, música….Apenas o ato de escrever, sem frescura e sem censura. E assim nasceu o Radar.

E quando bem olhei para os lados, vi que não era apenas eu e uma ideia – essa foi a maior descoberta que o Radar me trouxe. Parafraseando o filósofo Confúcio, “para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade, na desgraça a qualidade”. Pois, os amigos que tenho encontrado nessa caminhada com Radar são da melhor qualidade. Um deram palavras de motivação, outros têm contribuído com seus textos, suas fotos, seus conhecimentos na web. Tem os que criticam, e a gente agradece por isso, já que amigo de verdade nem sempre diz coisas agradáveis. E tem aqueles que têm dado uma força financeira para mantermos o Radar, afinal como diria Cazuza “todo amor que houver nessa vida e algum trocado pra dar garantia”. Tem ainda a amizade da família, aqueles que estão do seu lado incondicionalmente, seja para o que for, e de que jeito for. E seus projetos, por mais malucos que possam parecer, tornam-se de todos, e assim se cria uma força sobre-humana pra lutar. E por fim, a maior amizade de todas, a do seu Deus – escrevo seu Deus porque não sou eu quem deve julgar a denominação de Deus em cada uma das religiões – que no meu caso é Jesus Cristo porque sou cristã, aquela mão invisível que te sustenta quando você quer fraquejar e que tinha tanto amor pelos homens que os aceitou e perdoou com todos os erros e fraquezas. Nesse dia do amigo, comemoramos esse tipo de amor inigualável, e homenageamos os amigos que estão conosco, assim como aqueles que ainda virão porque as pessoas cruzam nosso caminho por acaso, mas não permanecem pela casualidade, mas sim pela amizade. (Any Margareth)