Cartaz na porta do hospital de Tefé avisa: atendimento somente de tiro, facada, teçadada (sic)…

Papi e Cartaz capa

Já não bastassem as várias dificuldades encontradas pela população tefeense no setor da educação básica que deu início as aulas  somente no mês de abril, na saúde a situação é igual ou pior. O Hospital Regional de Tefé resolveu “inovar” e restringir ainda mais o atendimento aos moradores do município, além de deixar o setor em uma total precariedade com a falta de profissionais de saúde e também medicamento.

Nas dependências do hospital, em um cartaz colocado para visão de toda a população, e assinada pela própria diretora geral da unidade de saúde, Elionete Trindade, os moradores só poderão ser atendidos em casos específicos que se materializem situações extremas.

Na portaria, o hospital regional de Tefé tomou uma decisão bastante polêmica – pra não dizer coisa pior, né gente? – por informar aos moradores que só fará atendimento de urgência e emergência, nos casos de: “tiro, facada ou teçadada – o (sic) no título é porque “assassinaram” o português, a palava certa é terçadada. Se o paciente estiver apenas febril, também não vá no hospital de Tefé porque lá eles determinam até a temperatura que o cidadão tem que estar pra ser atendido, só no caso de 37,8 graus, o mesmo acontecendo com a pressão, onde o hospital avisa que só terá atendimento o paciente com 140X90, situação de hipertensão, assim como podem ir pro médico as gestantes, idosos, acidentes de trânsito e picadas de cobra – pode uma coisa dessas, meu povo?

Esse não é o único problema enfrentado pela população, segundo informou o vereador de oposição do município, Neto Andrade (PSDB).   Os portadores do vírus HIV e AIDS do município, estão com grandes dificuldades, isso por que a prefeitura não está cumprindo o que diz a lei sobre a assistência de pessoas com o vírus.

“O coquetel que combate a doença não está sendo disponibilizado mensalmente, os medicamentos que combatem as doenças oportunistas como sulfadiazina, paracetamol, vitamina C, etc. Faltam constantemente”, disse o parlamentar.

Na lei 9.313/96, que dispõe sobre a distribuição gratuita de medicamentos aos portadores do vírus HIV/Aids e na lei 8.080/90 em seu artigo 6° (Lei do SUS) inclui no campo de atuação do Sistema Único de Saúde a assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica, as pessoas infectadas.

Conforme o vereador, o médico infectologista tem vindo fazer o atendimento aos pacientes, no entanto, faltam os exames que comprovem se os medicamentos estão fazendo o efeito esperado e falta também o apoio psicólogo. “E a sexta básica que deveria ser entregue mensalmente aos pacientes, está atrasada desde janeiro, e a última que receberam foi muito menor que a de costume, com mercadorias de qualidade inferior e com itens vencidos”, disse Neto Andrade.

A equipe do Radar tentou falar com o prefeito do município pelo telefone, (97) XX XX – 2769, no entanto, o chefe do executivo municipal não atendeu as ligações. A secretária de saúde também não respondeu às ligações. E se tivessem atendido, dava até pra gente adivinhar a resposta: é a crise e a culpa é da Dilma! Enquanto isso, o prefeito Papi, como de costume, deve estar dando umas voltinhas pelo Brasil e o mundo, devidamente acompanhado de seu filho e dos vereadores aliados, como o Tapioca, e quem sabe não levou de quebra alguns de seus “assessores especiais” que custam só em salários mais de R$ 2 milhões ao ano aos cofres de Tefé.

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