Caso Adail: as escutas também foram fabricadas?

O programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão, veiculou ontem mais uma matéria sobre as denúncias de abuso sexual de crianças e adolescentes contra o prefeito de Coari, Adail Pinheiro. A reportagem mostrou a reprodução da escuta feita pela Polícia Federal, durante a Operação Vorax, de conversa entre Adail Pinheiro e o então secretário de administração da Prefeitura de Coari, Adriano Salan, que diz ter arrumado “ um bebê” para o “chefe”.  Essa mesma escuta foi postada pelo Radar, no início desta semana, em forma de texto, e está no relatório final da CPI da Pedofilia do Senado.  O presidente da CPI do Senado, senador Magno Malta, utilizou a escuta para interrogar Salan no dia em que ele depôs na CPI. Em resposta a todas as perguntas, Salan se limitou em apelar para o direito de permanecer em silêncio. O comportamento foi igual com a reportagem do Fantástico. Pelo telefone, Salan prometeu dar entrevista, mas depois se calou. O prefeito Adail Pinheiro também continuou sem querer falar com a reportagem do Fantástico. Andou rebatendo as denúncias de pedofilia em veículos de comunicação de Manaus, e em cadeia de rádio em Coari, desqualificando os depoimentos dados pelas meninas, parentes e testemunhas, dizendo ser uma grande farsa montada por adversário políticos. Após a veiculação da escuta com diálogos dele ao telefone fica muito difícil dizer que “as provas são fabricadas”. Não vai dar pra acusar a Polícia Federal, não é mesmo? (Any Margareth) – ver vídeo com a reportagem do Fantástico.