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Caso Aécio: Braga falou, Omar comeu abiu e Vanessa sumiu

Por 44 votos a 26, o Senado contrariando o Judiciário, derrubou, nesta terça-feira (17), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que havia determinado o afastamento de Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato. Os pronunciamentos dos nobres parlamentares do Senado Federal fizeram qualquer um se sentir meio abestalhado, quase acreditando piamente que não viu imagem de mala de dinheiro sendo carregada pelo primo do senador – foi miragem, né gente! Agora, Aécio poderá retomar as atividades parlamentares. O Radar decidiu captar, afinal, como agiram os representantes do Amazonas no Senado?

Os senadores Eduardo Braga (PMDB) e Omar Aziz (PSD) votaram a favor do retorno de Aécio Neves e o Radar entrou em contato com as assessorias dos respectivos senadores para tentar saber os porquês do voto.

A assessoria do senador Omar Aziz disse, no início da tarde dessa quarta-feira (18) que estava procurando o assessorado para pegar uma resposta. Mas, pelo jeito, ou o assessorado foi abduzido indo parar em outro planeta, ou comeu abiu mesmo, né meu povo!

Já a senadora Vanessa Grazziotin (PC do B), não teria que responder questionamento nenhum – e nem a gente perguntou – porque ela nem aqui estava quando da votação contra ou a favor do retorno de Aécio ao Senado, Vanessa, segundo informações da imprensa nacional, estava em “viagem oficial à Russia” – e olha que nem tá ainda na copa!

Já a assessoria do senador Eduardo Braga respondeu ao Radar. Braga se pronunciou durante a votação justificando seu voto.

“Não estamos tratando de enfrentamento a nenhum Poder, ao contrário, nós estamos tratando aqui de defender que todos são iguais perante a lei; no entanto, o mandato parlamentar é o mandato protegido pela Constituição de forma sagrada até que se tenha transitado em julgado e tenha se dado amplo direito de defesa para que tenha sua culpa comprovada, quando, aí, sim, o Senado, pelo seu Plenário, possa se manifestar”, defendeu Braga.

Aécio estava afastado da Casa desde o final de setembro por decisão da Primeira Turma do STF, que se baseou nas investigações contra o mineiro a partir das delações premiadas de executivos do Grupo J&F. O colegiado também havia determinado a Aécio o recolhimento domiciliar noturno, medida que, assim como a suspensão do mandato, foi derrubada pelos senadores.

Votaram para manter Aécio Neves afastado do mandato:

Acir Gurgacz (PDT-RO)

Alvaro Dias (PODE-PR)

Ana Amélia (PP-RS)

Ângela Portela (PDT-RR)

Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)

Fátima Bezerra (PT-RN)

Humberto Costa (PT-PE)

João Capiberibe (PSB-AP)

José Medeiros (PODE-MT)

José Pimentel (PT-CE)

Kátia Abreu (PMDB-TO)

Lasier Martins (PSD-RS)

Lídice da Mata (PSB-BA)

Lindbergh Farias (PT-RJ)

Lúcia Vânia (PSB-GO)

Magno Malta (PR-ES)

Otto Alencar (PSD-BA)

Paulo Paim (PT-RS)

Paulo Rocha (PT-PA)

Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

Regina Souza (PT-PI)

Reguffe (sem partido-DF)

Roberto Requião (PMDB-PR)

Romário (PODE-RJ)

Ronaldo Caiado (DEM-GO)

Walter Pinheiro (sem partido-BA)

Votaram para devolver o mandato a Aécio Neves:

Airton Sandoval (PMDB-SP)

Antonio Anastasia (PSDB-MG)

Ataídes Oliveira (PSDB-TO)

Benedito de Lira (PP-AL)

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

Cidinho Santos (PR-MT)

Ciro Nogueira (PP-PI)

Dalirio Beber (PSDB-SC)

Dário Berger (PMDB-SC)

Davi Alcolumbre (DEM-AP)

Edison Lobão (PMDB-MA)

Eduardo Amorim (PSDB-SE)

Eduardo Braga (PMDB-AM)

Eduardo Lopes (PRB-RJ)

Elmano Férrer (PMDB-PI)

Fernando Coelho (PMDB-PE)

Fernando Collor (PTC-AL)

Flexa Ribeiro (PSDB-PA)

Garibaldi Alves (PMDB-RN)

Hélio José (PROS-DF)

Ivo Cassol (PP-RO)

Jader Barbalho (PMDB-PA)

João Alberto Souza (PMDB-MA)

José Agripino (DEM-RN)

José Maranhão (PMDB-PB)

José Serra (PSDB-SP)

Maria do Carmo Alves (DEM-SE)

Marta Suplicy (PMDB-SP)

Omaz Aziz (PSD-AM)

Paulo Bauer (PSDB-SC)

Pedro Chaves (PSC-MS)

Raimundo Lira (PMDB-PB)

Renan Calheiros (PMDB-AL)

Roberto Rocha (PSDB-MA)

Romero Jucá (PMDB-RR)

Simone Tebet (PMDB-MS)

Tasso Jereissatti (PSDB-CE)

Telmário Mota (PTB-RR)

Valdir Raupp (PMDB-RO)

Vicentinho Alves (PR-TO)

Waldemir Moka (PMDB-MS)

Wellington Fagundes (PR-MT)

Wilder Morais (PP-GO)

Zezé Perrella (PMDB-MG)