Caso Silvanilde: Juiz nega liberdade provisória a agente de portaria acusado de assassinar servidora do TRT-11

O agente de portaria Caio Claudino de Souza, de 25 anos, foi preso na última terça-feira (31) como principal suspeito da morte da servidora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Silvanilde Ferreira Veiga

O Juiz de Direito Plantonista das Audiências de Custódia do TJAM, Caio Cesar Catunda de Souza negou o pedido da defesa de Caio Claudino de Souza, acusado pela morte de Silvanilde Ferreira Veiga, para responder o processo em liberdade provisória ou que fosse determinado a sua internação compulsória (obrigatória) para tratamento, por ser dependente químico. O magistrado expediu na noite desta quarta-feira (1°) o mandado de prisão temporária em nome do acusado.

O processo que originou o mandado de prisão temporária vai tramitar agora na Central de Inquéritos do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) até o oferecimento da denúncia por parte do Ministério Público do Amazonas, quando então, será remetido a uma das Varas competentes pelo caso.

Entenda o caso

Foto: Divulgação

O agente de portaria Caio Claudino de Souza, de 25 anos, foi preso na última terça-feira (31) como principal suspeito da morte da servidora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Silvanilde Ferreira Veiga, que aconteceu no dia 21 de maio deste ano. De acordo com a investigação da Polícia Civil, Caio foi preso no bairro Coroado e não quis falar sobre o assunto na frente da esposa, mas ao chegar na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), confessou o crime e disse que foi um “acidente”.

No dia do crime, o homem estava atuando no condomínio, mas não trabalhava no local frequentemente. Ele teria sido enviado para ajudar na patrulha como vigilante, pois, no local estavam acontecendo duas festas. O acusado teria pedido dinheiro de Silvanilde e após esta negar e reagir, o acusado desferiu facadas na servidora.

O delegado Ricardo Cunha, titular da DEHS em coletiva com a imprensa, informou que as imagens do circuito de segurança ajudaram a elucidar o crime. Nas câmeras, foram encontradas filmagens de Caio no elevador em vários andares do prédio, aparentando estar sob efeito de drogas.