Casos de hanseníase em Manaus teve aumento de 42,85% no ano de 2021

A informação sobre os casos de hanseníase foram divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa)

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Foto: Divulgação

Ao longo de 2021, Manaus registrou 100 casos de hanseníase. Chama atenção que, em 2019, foram registrados 120 casos novos da doença, enquanto em 2020 foram 70 novos casos diagnosticados.

Com isso, a capital amazonense teve um amento de 42,85% dos casos de hanseníase, em comparação com 2020, mas manteve redução de 16,66% em relação a 2019. A informação foi divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Para manter a ampliação do trabalho de diagnóstico, Manaus terá uma intensa mobilização para o “Janeiro Roxo”, campanha nacional de prevenção e controle da hanseníase, e inicia na próxima segunda-feira (3). Mais de 42 mil testes devem ser realizados ao longo de 2021.

A ação de busca ativa que será realizada entre 3 e 7 de janeiro, com a atuação de Agentes Comunitários de Saúde (ACSs), vai alcançar 12 bairros de Manaus: Colônia Antônio Aleixo, Jorge Teixeira, Cidade de Deus, Santa Etelvina, Novo Aleixo, Alvorada, Compensa, Petrópolis, Centro, Cachoeirinha, Praça 14 de Janeiro e Japiim. A previsão é que sejam realizadas visitas em 1.106 imóveis.

De acordo com a chefe do Núcleo de Controle da Hanseníase da Semsa, enfermeira Ingrid Simone Alves dos Santos, explica que os ACSs irão visitar os domicílios selecionados para a busca ativa de possíveis casos suspeitos, mediante a realização de entrevistas com moradores.

O formulário preenchido será entregue para a equipe de saúde responsável pelo território, que irá avaliar as respostas e agendar as consultas.

“O controle da hanseníase só pode ser feito a partir do diagnóstico precoce, já que o início do tratamento interrompe a transmissão do bacilo que causa a doença, evitando que outras pessoas sejam infectadas. Por isso, há preocupação com a redução no número de casos notificados, em comparação ao período pré-pandemia, o que pode indicar a subnotificação de casos, com pessoas doentes sem o diagnóstico e que continuam transmitindo a hanseníase”, afirma a enfermeira.

Doença

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, causada pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae) e a transmissão ocorre quando uma pessoa doente, sem ter iniciado o tratamento, elimina o bacilo por meio de secreções nasais, tosses ou espirros. Os sintomas podem surgir entre dois e sete anos a partir da contaminação.

Na fase inicial da doença, os sintomas são caracterizados por lesões na pele que causam diminuição ou ausência de sensibilidade ou lesões dormentes. Em estágios mais avançados pode apresentar edema de mãos e pés, febre, dor na articulação, ressecamento dos olhos, nódulos dolorosos, mal-estar geral, dor ou espessamento dos nervos periféricos, principalmente nos olhos, nas mãos e nos pés, e a diminuição ou perda de força nos músculos, inclusive nas pálpebras.

A transmissão requer um convívio muito próximo e por um tempo muito prolongado. Por esse motivo é fundamental acompanhar os contatos domiciliares do paciente com hanseníase para um diagnóstico precoce.

(*) Com informações da Semsa