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Causa da morte de criança com sintomas de sarampo será confirmada em laudo

Duas crianças morreram na capital com suspeitas de sarampo. Um menino de sete meses, apresentou os sintomas da doença, como febre, exantema, tosse e coriza. A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) aguarda o resultado do exame de sorologia. No caso da menina de nove meses, não foi feita a coleta de material para o laudo. Técnicos do Distrito Oeste de Saúde (Disa Oeste), área de residência da família, estão fazendo buscas para identificar se a criança havia apresentado os sintomas da doença antes de falecer.  As duas crianças não tinham sido vacinadas contra o sarampo e residiam em áreas com elevados índices de casos suspeitos.

Ao tomar conhecimento dos dois óbitos, o prefeito Arthur Virgílio Neto ressaltou que novas medidas serão tomadas para intensificação da vacinação na cidade. “Estamos discutindo com técnicos, com todos nossos profissionais envolvidos no combate a esta terrível doença estratégias para reforçarmos ainda mais a imunização. Já estamos nas ruas levando vacinas para escolas, casas localizadas em áreas de maior incidência. E outras providências serão tomadas nos próximos dias. Precisamos extinguir essa doença”, destacou Arthur.

As ações da Prefeitura para conter a entrada do sarampo em Manaus tiveram início logo que surgiram os primeiros registros, ainda na Venezuela, em fevereiro deste ano. As equipes da Semsa montaram barreiras epidemiológicas e fizeram “varreduras” nas áreas consideradas de maior risco, mais especificamente a zona Norte. Quando começaram as notificações de casos suspeitos, seguindo orientação do prefeito Arthur Neto, a secretaria de Saúde organizou uma campanha municipal de imunização contra o sarampo, chegando mesmo a antecipar para seis meses o início da faixa etária alvo da vacina.

Em todos os Distritos de Saúde, as atividades extramuros se tornaram rotina, com as equipes fazendo busca ativa em creches e escolas. Nessa sexta-feira (29), nove equipes do Distrito de Saúde Sul (Disa Sul) iniciaram uma “varredura” no bairro Petrópolis, que concentra o maior índice de casos confirmados (44) e suspeitos (320) naquela área, para buscar pessoas que ainda não tenham sido vacinadas. A ação deve durar 15 dias. A previsão é visitar mais de 1,3 mil imóveis para avaliar a situação vacinal e fazer a atualização, caso necessário.

“Estamos reforçando ainda mais as ações para conter o avanço da doença em nossa cidade. É possível evitar o sarampo, basta que a população tome a vacina. Não podemos aceitar que nossas crianças morram por falta de imunização. Faço um apelo aos pais e aos responsáveis que permitam a vacinação de seus filhos. É gratuito e está à disposição nas unidades de saúde”, ressaltou o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi.

Boletim

O Informe Epidemiológico divulgado na última terça-feira (26), pela Semsa apontou 265 casos confirmados, 113 descartados e 1346 em investigação, aguardando resultado laboratorial. As zonas Norte e Leste concentram a maior incidência de notificações. Desde que foi iniciada a campanha, que tinha como meta vacinar 191.585 pessoas da faixa etária prioritária (seis meses a 49 anos), foram aplicadas 157.953 doses, o equivalente a 82,45% da meta.

Sobre o sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa causada por vírus. Geralmente, atinge bebês e crianças de até 5 anos que não tomaram a vacina. Também pode aparecer em adultos, e se não for tratada pode acarretar outras complicações como pneumonia, conjuntivite, cegueira, convulsões, diarreia, infecções no ouvido e respiratórias, encefalia e lesão cerebral. No pior dos casos, ele pode levar o paciente à morte.

Fonte: Departamento de comunicação da Prefeitura de Manaus